O comunicado da FPF não avançou mais detalhes sobre as ocorrências. A partida de 26 de setembro, que terminou 2-1, foi marcada por grande revolta do Benfica contra a arbitragem de João Gonçalves.
A Benfica, SAD foi alvo de um processo disciplinar instaurado pela secção profissional do Conselho de Disciplina (CD) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF). A notícia foi comunicada esta segunda-feira, tendo como objeto “factos ocorridos no jogo entre Benfica e Gil Vicente”, realizado no dia 26 de setembro, para a I Liga, e que terminou com a vitória dos encarnados por 2-1.
Apesar de o documento não avançar informação suplementar sobre a origem do processo, a partida foi marcada por grande polémica, com o Benfica a emitir um comunicado oficial após o apito final em clara contestação à arbitragem.
A Revolta Oficial do Benfica
Já depois da meia-noite, no início do dia 27 de setembro, o Sport Lisboa e Benfica publicou no seu site uma “posição oficial” onde manifestava a sua revolta e prometia não calar a contestação:
“O Sport Lisboa e Benfica desafia, uma vez mais, o Conselho de Arbitragem a uniformizar os critérios que regem a atuação dos árbitros.”
O comunicado apontava diretamente para uma dualidade de critérios em apenas três dias, mencionando lances de jogos diferentes:
- No jogo com o Rio Ave: O Benfica viu um golo anulado por uma “pretensa faltinha, sem significado”.
- No jogo com o Gil Vicente: O primeiro golo do adversário teve, na sua génese, “uma entrada de sola no tendão de Aquiles de António Silva e nada foi assinalado.”
O clube concluía a sua posição alertando para o que classificava como um “sistemático prejuízo”:
“Que consequências vai o Conselho de Arbitragem retirar desta dualidade de critérios em apenas 3 dias? Estas atuações que têm sido de um sistemático prejuízo para o Benfica não podem continuar impunes.”
É expectável que este processo disciplinar instaruado pelo CD se relacione com o teor deste comunicado ou com outras ocorrências registadas no relatório do árbitro João Gonçalves.








