Os últimos meses de vida de Pinto da Costa continuam a estar no centro de uma disputa judicial. Estão sob análise diversos movimentos bancários realizados antes da morte do antigo presidente do Porto, incluindo levantamentos e transferências de montantes elevados.
Um documento que está a gerar perguntas
Entre os elementos que constam do processo encontra-se um documento datado de dezembro de 2024, no qual é referido um levantamento de 600 mil euros em numerário. No entanto, a autenticidade desse documento está a ser contestada e faz parte das questões que estão a ser analisadas pelas autoridades.
Segundo os elementos presentes no processo de partilhas interposto por Alexandre Pinto da Costa, filho mais velho do ex-dirigente, existem ainda dúvidas sobre várias transferências efetuadas numa altura em que Pinto da Costa se encontrava bastante debilitado. A Justiça pretende que Cláudia Campo apresente esclarecimentos sobre esses movimentos e sobre algumas dádivas atribuídas ao marido.
Uma herança que continua a gerar batalha judicial
O processo não se limita à vertente cível. Paralelamente, decorre também uma ação criminal relacionada com documentos cuja autenticidade está a ser questionada. Um dos aspetos em análise prende-se precisamente com a justificação apresentada para o alegado levantamento dos 600 mil euros, destinado, segundo o documento, a uma viagem e tratamento médico que não chegaram a acontecer.
Apesar dos movimentos registados nas contas, o processo refere ainda a existência de cerca de 700 mil euros aplicados em produtos financeiros, montante que terá de ser integrado nas partilhas. A disputa judicial prossegue sem data marcada para julgamento, enquanto continuam a ser investigadas as circunstâncias que rodearam os últimos meses de vida do antigo presidente do Porto, Pinto da Costa.










