O mercado de transferências na Arábia Saudita está ao rubro, mas não pelos motivos esperados.
Numa demonstração de “força” sem precedentes, Cristiano Ronaldo colocou-se na linha da frente para travar a transferência de Karim Benzema para o Al-Hilal. O craque português, que atualmente representa o Al-Nassr, alega que o movimento prejudicaria gravemente a “concorrência justa” no campeonato saudita.
Porque é que Cristiano Ronaldo está contra a PIF?
A tensão entre Cristiano Ronaldo e o Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita atingiu o ponto de rutura. Segundo o jornalista Yagiz Sabuncuoglu e o jornal A Bola, o capitão luso está insatisfeito com a gestão do governo saudita, chegando mesmo a recusar-se a entrar em campo pelo Al-Nassr até que a situação seja clarificada.
O foco da discórdia reside na desigualdade de recursos. Enquanto o Al-Nassr depende das decisões orçamentais do PIF, o rival Al-Hilal — que será totalmente controlado pelo Príncipe Al Waleed no verão — parece gozar de uma liberdade financeira que permite a contratação de estrelas como Karim Benzema através de fundos pessoais.
Benzema no centro do furacão
Apesar de Karim Benzema já ter conversas muito avançadas para assinar pela equipa orientada por Inzaghi, o negócio foi suspenso pelo Ministério do Desporto saudita devido à pressão exercida por Ronaldo.
- Promessa mantida: Antes deste impasse, Karim Benzema terá dado a sua palavra ao Al-Hilal, rejeitando inclusive uma aproximação de última hora da Juventus.
- Saída iminente: O avançado francês aguarda apenas a oficialização da sua desvinculação do Al-Ittihad para ocupar a vaga deixada por Marcos Leonardo.
Impacto no Futuro do Al-Nassr
A fúria de Cristiano Ronaldo é vista como um movimento estratégico para garantir que o seu clube não perde terreno para os rivais. Com contrato até 2027, o astro português exige que o PIF conceda orçamentos equivalentes aos do Al-Hilal para garantir o equilíbrio competitivo da liga.
Até ao momento, vigora uma “não aprovação temporária” do acordo de Karim Benzema, que poderá tornar-se definitiva caso o governo não consiga acalmar as exigências da sua maior figura mediática.










