O capitão português terá decidido falhar o compromisso desta segunda-feira frente ao Al-Riyadh.
Segundo avançou o jornal A BOLA, a decisão não tem motivações físicas, mas constitui um protesto direto contra o desinvestimento do fundo soberano (PIF) no clube.
O que deveria ser apenas a antevisão da 20.ª jornada da Saudi Pro League transformou-se num sismo institucional. Cristiano Ronaldo está decidido a não entrar em campo no embate frente ao vizinho Al-Riyadh, agendado para as 15h15 (hora de Lisboa). De acordo com a informação avançada pelo jornal A BOLA, o avançado português pretende, com este gesto, mostrar a sua profunda insatisfação com a atual gestão do clube e do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita.
Os motivos do boicote de Cristiano Ronaldo
Ao contrário do que circulou na imprensa local, a ausência do camisola 7 não se prende com qualquer gestão de esforço ou lesão. Fontes próximas do processo confirmaram ao diário desportivo português que Ronaldo está descontente com o tratamento diferenciado que o PIF tem dado aos rivais, em detrimento do Al Nassr, clube que representa há três temporadas.
O capitão queixa-se de um desinvestimento visível neste mercado de janeiro. Enquanto o Al Hilal tem sido protagonista de transferências de vulto — garantindo nomes como Pablo Marí e Kader Meité, e mantendo negociações ativas com Karim Benzema e Saimon Bouabré —, o Al Nassr limitou-se a recrutar Haydeer Abdulkareem, um jovem médio de 21 anos vindo do Iraque.
Estrutura portuguesa paralisada
A tensão é também administrativa. A notícia avançada por A BOLA sublinha que a estrutura de confiança de Cristiano Ronaldo no Al Nassr está sob fogo cruzado. Simão Coutinho (Diretor Desportivo) e José Semedo (CEO) viram os seus poderes ser “congelados” no início do mês por decisão do Conselho Diretivo, uma medida que o internacional português considera prejudicial para a estabilidade do projeto.
Este boicote surge ainda como um gesto de solidariedade para com Jorge Jesus. Recentemente, o técnico português declarou que o Al Nassr não goza do mesmo “poder político” que o Al Hilal, afirmações que geraram polémica no país e levaram mesmo o rival a pedir uma suspensão pesada para o treinador.
O “Clássico” em risco?
A decisão de Ronaldo coloca pressão máxima sobre o PIF a poucos dias do grande duelo de sexta-feira, 6 de fevereiro, frente ao campeão Al Ittihad, liderado por Sérgio Conceição. Resta saber se este protesto forçará uma clarificação interna ou se ditará uma rutura definitiva no projeto que Cristiano Ronaldo inaugurou em solo saudita. figuras portuguesas em Riade.









