Carlos Sainz viveu este domingo mais uma jornada de emoções fortes no Rali Dakar 2026.
Numa terceira etapa que se revelou um autêntico “quebra-carros”, o piloto madrileno da Ford foi obrigado a recorrer a toda a sua experiência para chegar à meta em AlUla, depois de ver a sua estratégia de ataque ameaçada por sucessivos problemas mecânicos.
“Conduzir como a minha mãe”
Apesar de a organização não ter anunciado a etapa como particularmente pedregosa, o terreno da Arábia Saudita ditou o contrário. Carlos Sainz imprimia um ritmo forte na luta pela liderança da tirada até que os pneus do seu Ford Ranger sucumbiram à dureza das rochas.
Com dois furos inoportunos e ainda 60 quilómetros por percorrer até ao final da especial, “El Matador” ficou sem margem de erro (e sem pneus suplentes), sendo obrigado a baixar drasticamente o ritmo para evitar o abandono.
“Hoje foi modo sobrevivência”, explicou Sainz à chegada. “Depois de furar duas vezes a 60 quilómetros do fim, tivemos de conduzir… como a minha mãe o faria”, confessou de forma gráfica, ilustrando a prudência extrema necessária para levar o carro inteiro até ao fim.
Recuperação importante na luta pelo pódio
Apesar do susto e do tempo perdido na fase final, o balanço da etapa acaba por ser altamente produtivo para as ambições do espanhol. Graças ao forte andamento inicial, Sainz conseguiu recuperar vários minutos para os seus principais rivais da Dacia, Nasser Al-Attiyah e Sébastien Loeb, que também enfrentaram dificuldades.
Com este resultado, o veterano piloto da Ford mantém-se firmemente na luta pelos lugares cimeiros da classificação geral e garante uma posição tática vantajosa para a etapa de amanhã.









