Médio criativo e treinador dos leões falaram aos microfones da Sporttv, no final da partida com o Tondela, que terminou com empate a duas bolas.
Daniel Bragança: “Aquilo que fizemos nestes dois jogos não chega”
Como se explica este empate?
“É difícil explicar. Às vezes o futebol acaba por ser um pouco ingrato. E foi caricato aquilo que aconteceu nos descontos. Estávamos a ganhar 2-0 e nos descontos acabamos por sofrer dois golos em dois lances de bola parada. Acaba por ser… nem sei, nem sei. Sei que aquilo que fizemos nestes dois jogos não chega. A exigência que este clube pede, os objetivos por que estávamos a lutar, em dois jogos acabámos por dificultar muito a nossa vida. Mas está feito, é levantar a cabeça.”
Para quem está lá dentro, é cansaço mental ou físico?
“Não. Acho que não pode ser nem cansaço mental nem físico. A partir do momento em que estamos a ganhar 2-0 e nos descontos sofres dois golos, não pode acontecer. É inadmissível, na minha opinião. Nesta altura temos uma frustração enorme no balneário. Não há muita explicação, é sim dar a cara nos próximos jogos e ir à luta. E tentar fazer o melhor possível.”
Que resposta a equipa tem de dar aos adeptos que hoje a criticaram?
“Acho que acaba por ser normal os adeptos demonstrarem um bocadinho a sua frustração. Faz parte porque nós nestes últimos dois jogos não estivemos ao nível do Sporting. Àquilo que é exigido. Mas aquilo que lhes peço é que não é só nas vitórias que têm de estar connosco. Peço que nos apoiem nesta fase mais complicada. Porque se é verdade que temos muita exigência, também acredito que eles têm exigência de nos apoiar e continuar a apoiar. Porque este grupo já lhes deu muita coisa. E que continuem a acreditar em nós. Estamos cá para dar a cara nestes momentos de frustração no final da partida. Continuem a acreditar em nós, porque não é só nas vitórias que precisamos deles. Precisamos deles em todos os momentos.”
O 2º lugar ainda é um objetivo real nesta fase?
“Agora não dependemos de nós. Essa é a realidade. É trabalhar. É largar toda esta frustração que estava no balneário, limpar a cabeça e seguir a trabalhar. E limpar a cabeça para estarmos no máximo nível na segunda-feira já contra o Vitória para darmos outro tipo de resposta.”
Rui Borges: “Tínhamos de ser mais competentes”
Análise ao jogo:
“A justificação é que tínhamos de ser mais competentes nas bolas paradas. Sofremos dois golos dessa forma, uma com alguma sorte para o adversário. Mas tínhamos de ser mais competentes nesse momento. Foi uma segunda parte em que entrámos muito bem, tivemos muito bem no jogo, com tranquilidade, qualidade, boas reações à perda. Os últimos 5 minutos fomos infelizes. É continuar a trabalhar e seguir o nosso trabalho e o nosso caminho”.
É o reflexo do momento?
“Não fugimos que o momento não é tão bom. Isso é notório e nós sabemos disso. Eu percebo isso. A equipa não está tão bem como vinha estando. Mas também não são os piores jogadores do mundo, o pior treinador do mundo ao fim de uma semana. Estamos numa fase menos positiva. Só nós podemos dar a volta. Trabalhando e acreditando no processo e na qualidade individual e coletiva desta equipa”.
Ainda acreditam no segundo lugar?
“Temos de acreditar. Essa palavra tem de existir sempre. Até ser possível vamos acreditar sempre. Tentar fazer o nosso melhor nos nossos jogos, perceber que não estamos numa fase tão boa, perceber de que forma podemos melhorar através do trabalho. Acima de tudo não desconfiando da qualidade individual e coletiva do grupo”.
Descontentamento dos adeptos:
“Que acreditem e apoiem esta equipa. Sempre o fizeram. Entendo a frustração. A exigência deste clube é grande, nós sabemos isso melhor do que ninguém. Faz parte do futebol e jogo. Temos de saber lidar, peço para apoiar até ao fim dos jogos. É isso que têm feito, é isso que têm de continuar a fazer para ajudar a equipa a ganhar a confiança que tinha, e ultrapassar esta fase menos positiva”.
Renovação:
“A confiança sinto desde o primeiro dia. Não era o melhor do mundo até há 15 dias. Estou focado no próximo jogo. Estou feliz no Sporting, por isso a confiança tem sido mútua desde sempre”











