Movimento criado por sócios, apoiantes e encarregados de educação conseguiu reunir os 55 mil euros exigidos para permitir o regresso da atividade desportiva
O Boavista está mais perto de recuperar a normalidade no Estádio do Bessa. A mobilização lançada por sócios, adeptos e encarregados de educação permitiu reunir os 55 mil euros necessários para responder à exigência colocada pela Administradora de Insolvência e abrir caminho à reabertura das instalações.
A solução poderá permitir que o clube retome a atividade já na próxima segunda-feira, 20 de julho, data apontada para o regresso aos treinos dos atletas das várias modalidades. O desfecho, no entanto, depende ainda da validação necessária para concretizar o acordo e desbloquear oficialmente a utilização do complexo desportivo.
A iniciativa, dinamizada pelo Movimento Salvar o Boavista, ganhou força depois de as instalações do Bessa terem sido encerradas e todas as atividades do clube suspensas. A decisão surgiu perante a falta de verbas para fazer face ao défice das modalidades e às despesas correntes.
Perante a angariação dos fundos, a Direção do Boavista procurou avançar com uma solução institucional. O clube solicitou a colaboração da Administradora de Insolvência e apresentou um requerimento ao Tribunal com o objetivo de obter autorização para a reabertura e garantir o regresso à atividade desportiva.
Num comunicado divulgado na passada sexta-feira, o Boavista confirmou a possibilidade de reabrir o Estádio do Bessa já na segunda-feira: “O Boavista Futebol Clube poderá reabrir as instalações do Estádio do Bessa já na próxima segunda-feira, dia 20 de julho, permitindo o regresso aos treinos dos atletas das suas diversas modalidades.”
A campanha continua aberta a contribuições de qualquer valor. Como forma de reconhecimento pelo apoio prestado, os donativos de 50 euros dão direito a uma camisola criada especificamente para a iniciativa, numa ação que conta com o apoio da Kelme, fornecedora oficial de equipamentos do Boavista Futebol Clube.
A verba reunida representa, assim, um passo determinante para desbloquear o regresso das modalidades ao Bessa, depois de um período em que a falta de recursos financeiros obrigou à suspensão da atividade do clube.











