O piloto português Miguel Oliveira explica a decisão de deixar o paddock da classe rainha, reforçando, contudo, que mantém a porta aberta para um regresso futuro.
Miguel Oliveira vai mudar de rumo na sua carreira a partir de 2026. Atualmente sem espaço, o piloto português aceitou o convite para representar a BMW no Mundial de Superbike (WSBK), deixando para trás a MotoGP, onde competiu durante 15 anos. O anúncio foi feito na Indonésia, em conferência de imprensa, onde o #88 explicou os motivos que o levaram a dar este passo.
Nothing like a rain-soaked win by @_moliveira88 to wrap up Mandalika’s first #MotoGP Grand Prix! 🏆🌧️#IndonesianGP 🇮🇩 pic.twitter.com/GV1P0iL0XM
— MotoGP™🏁 (@MotoGP) October 1, 2025
As razões da mudança
Segundo Oliveira, a principal razão para a mudança foi simples: a vontade de continuar a competir ao mais alto nível.
“O fator decisivo para mim foi o desejo de competir. Essa chama ainda está muito acesa, e a única maneira de conseguir isso foi no Mundial de Superbike”, afirmou o piloto luso.
Apesar da nova etapa, Miguel Oliveira sublinhou que não encerra a sua ligação à MotoGP:
“Tenho contrato de um ano com a BMW e não digo que o objetivo final seja voltar para a MotoGP. Mas, com certeza, deixo a porta aberta, porque tem sido a minha vida nos últimos 15 anos. Não se fecha a porta e a tranca completamente. Há uma porta aberta, com certeza, e ninguém sabe o que o futuro reserva caso as coisas corram bem no WSBK.”
Saída antecipada da Yamaha e mudança de planos
Originalmente, Miguel Oliveira tinha contrato com a Yamaha para permanecer na Pramac até ao final de 2026. Contudo, a marca japonesa decidiu ativar uma cláusula de desempenho para rescindir antecipadamente o vínculo, numa altura em que os resultados não têm correspondido às expectativas. A vaga foi preenchida por Toprak Razgatlioglu, que irá competir na MotoGP nas próximas duas temporadas.
Miguel Oliveira chegou a disputar a posição com Jack Miller, mas acabou ultrapassado pela experiência do australiano, que a Yamaha considerou fundamental para o desenvolvimento do novo motor V4. Até nomes mais jovens, como o brasileiro Diogo Moreira, entraram na lista de opções da fábrica de Iwata, deixando o português praticamente fora das contas.

Aposta na BMW e recusa à Yamaha no WSBK
Além de perder espaço na MotoGP, Miguel Oliveira também recebeu uma proposta da Yamaha para integrar o seu projeto no Mundial de Superbike. Contudo, o piloto de 30 anos recusou o convite, justificando a sua escolha pelo maior potencial que identifica na BMW.
“Não conseguia ver na Yamaha o potencial que vejo na BMW em termos de desempenho da moto. E foi isso. Eles sabem, porque falei com eles e expliquei as razões”, revelou.
MotoGP segue em Mandalika
Enquanto prepara o futuro na nova competição, Miguel Oliveira mantém-se atento, preparando-se para o regresso, de 3 a 5 de outubro, no GP da Indonésia de MotoGP, no circuito de Mandalika, a 18.ª etapa da temporada 2025.











