O guarda redes do Porto, Diogo Costa, concedeu uma entrevista ao The Athletic, onde abordou o futuro nos dragões, o momento atual da equipa orientada por Francesco Farioli, a influência de colegas como Thiago Silva e Vitinha, além de recordar Diogo Jota, falecido em julho de 2024.
Diogo Costa: “Seria feliz toda a carreira aqui [no Porto]”
Para Diogo Costa, representar o Porto é mais do que um objetivo profissional, é um sentimento profundo: “Cheguei aqui muito menino, com 13 anos acabados de fazer. Todos temos o sonho de poder jogar na equipa principal e de representar o Porto. Existe uma ligação emocional muito mais forte e um grande orgulho. Jogar aqui e ainda por cima enquanto capitão, algo que nunca imaginei ser tão cedo. Estou muito grato ao Porto por tudo o que me ensinou como jogador e como homem. Já admiti que se tivesse de jogar aqui durante toda a minha carreira seria extremamente feliz, por isso, este é um sonho tornado realidade.”
Sobre a recente renovação e a cláusula de rescisão, o internacional português desvalorizou o tema: “É apenas uma parte do contrato e foi o acordo a que chegámos. Acabei de renovar e serei feliz todos os dias se acabar a minha carreira cá.”
Thiago Silva, Vitinha e a liderança partilhada no balneário
Diogo Costa – que recentemente demonstrou a paixão que sente pelo clube – destacou ainda o espírito coletivo do grupo e a mensagem transmitida pelo treinador: “O mister [Francesco Farioli] já falou disso várias vezes, quando disse que nós somos uma equipa da classe trabalhadora. Isso é o mais importante e é isso que nos pode levar ao sucesso. Estamos confiantes porque temos feito esse trabalho bem feito e queremos fazê-lo melhor, seja em termos táticos ou em termos da evolução de cada jogador. Esse é o caminho para se ter confiança e sucesso.”
A chegada de Thiago Silva – que preocupa os responsáveis dos azuis e brancos – foi outro dos temas abordados, com Diogo Costa a não poupar elogios ao experiente defesa brasileiro: “Receber um jogador como o Thiago, que é tão titulado, é um prazer enorme. É um prazer enorme poder partilhar o balneário com ele e jogar com ele. Treinando com ele todos os dias conhecemos a sua qualidade e vemos que realmente tem características muito interessantes. Nesta idade dá para perceber o pormenor tão limado, que é bonito de se ver. Agora sabemos porque é que ele ganhou tantos títulos e sabemos porque é que é o Thiago Silva.”
Diogo Costa sublinhou ainda a importância da liderança no balneário: “Temos de estar sempre dispostos a aprender e a ajudar os nossos colegas e, com o Thiago, eu tenho de aprender e retirar as melhores características dele para poder melhorar a minha liderança. É uma tranquilidade ter jogadores como o Thiago a ajudar-me na liderança, porque para ser uma boa equipa e para se ganhar títulos é preciso ter grandes líderes, não só o capitão. Isso tem de partir de cada um dos jogadores. Ter essa personalidade, essa liderança, essa maturidade de querer evoluir e de querer o melhor para a equipa. Para mim e para os meus colegas é um prazer.”
Vitinha também foi um dos temas abordados. Diogo Costa partilhou casa com o atual jogador do PSG no início da carreira e mantêm uma relação próxima: “O que eu quero é ganhar e, para ganhar, quero sempre ter os melhores comigo. Acho que isso é normal. Toda a gente sabe que a liga portuguesa não é como a Premier League a nível financeiro, por isso vemos tantos jovens a sair muito cedo de Portugal. Obviamente que eu gostaria de ainda ter o Vitinha no Porto, e posso dar inúmeros outros exemplos. Acho que é por essa capacidade financeira, que não está ao nível da Premier League ou de outras ligas, que não conseguimos segurar os melhores.”
Sobre a sua reconhecida eficácia na defesa de grandes penalidades, Diogo Costa explicou o trabalho realizado ao longo dos anos: “Agora tenho 26 anos, mas entre os 18, 19, 20 ou 21 isso era algo que eu treinava. Quando treinamos defender penáltis, seja a técnica da queda, a forma como atacas a bola ou as estratégias para poder ser o mais explosivo possível… tudo isso tem um treino por trás. Hoje em dia isso é algo que eu não gosto muito de trabalhar, porque os jogadores com que eu treino não são os jogadores que eu vou apanhar no jogo. Não é algo que eu goste muito de trabalhar nos treinos, porque no jogo é diferente. Com a pouca experiência que tenho fui-me apercebendo que há um treino por trás, mas no jogo é muito instinto também.”
A dor por Diogo Jota e a promessa de honrar a sua memória
Num momento mais emotivo, Diogo Costa falou sobre Diogo Jota. “Ainda é algo difícil de falar. Quando falamos do Diogo, falamos das excelentes memórias que temos dele como pessoa e como jogador. É um assunto difícil, não é muito falado, mas é algo que é muito sentido por todos. O Diogo Jota era um jogador com estatísticas muito boas, mas, enquanto pessoa, era uma daquelas pessoas de que toda a gente gosta dentro do balneário, pela sua personalidade e pela sua maneira de ser. Isso é o que nos marca mais, a sua personalidade e o seu carácter. Depois do que aconteceu com o Diogo Jota e o seu irmão também queremos muito honrá-los ganhando esse título [mundial].”






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