A derrota em Rio Maior frente ao Casa Pia foi um alerta, mas os números confirmam que a solidez defensiva é a grande imagem de marca do FC Porto de Francesco Farioli em 2026.
Diogo Costa: O “betão” defensivo nos Clássicos
Apesar do recente percalço na 20.ª jornada, onde o FC Porto sofreu metade dos golos que tinha em todo o campeonato, o registo nos jogos grandes é impressionante. Sob o comando do técnico italiano, os dragões transformaram-se num autêntico muro. Nos três duelos realizados contra os rivais de Lisboa, a baliza de Diogo Costa foi quase intransponível.
O registo fala por si: nos dois confrontos com o Benfica no Estádio do Dragão, a equipa não sofreu qualquer golo (1-0 na Taça e 0-0 na Liga). Já em Alvalade, o triunfo por 2-1 só não foi perfeito porque o único golo sofrido resultou de um autogolo infeliz de Nehuén Pérez. Fora lances fortuitos, a organização coletiva tem sido o segredo do sucesso portista.
Apenas sete remates à baliza em três jogos grandes
A eficácia do sistema de Farioli não se mede apenas em golos, mas na incapacidade dos adversários em alvejar a baliza de Diogo Costa. Somando os três clássicos já disputados esta época, Sporting e Benfica conseguiram apenas um total de sete remates enquadrados.
| Jogo | Adversário | Remates à Baliza | Resultado |
| Alvalade (Liga) | Sporting | 3 | Vitória 2-1 |
| Dragão (Liga) | Benfica | 1 | Empate 0-0 |
| Dragão (Taça) | Benfica | 3 | Vitória 1-0 |
Esta sensação de controlo absoluto — com linhas juntas e pressão coordenada — será novamente testada hoje, no Dragão, frente aos leões. Após o deslize contra o Casa Pia, o FC Porto agarra-se à consistência demonstrada nos momentos de maior pressão para relançar a sua caminhada rumo ao título, confiando no seu “cadeado” para travar o ataque leonino.











