Dalot reage às críticas e mantém a convicção de que Portugal pode crescer na competição
O empate frente à RD Congo deixou marcas no ceio da Seleção, mas Diogo Dalot já procura virar a página e concentrar todas as atenções no próximo compromisso. Apesar da desilusão pelo resultado alcançado, o ambiente no balneário foi recuperando com o passar dos dias.
“Diria bom. Foram dias difíceis depois de um resultado que não era aquele que queríamos, mas, à medida que os dias vão passando, o foco vai mudando um pouquinho e voltamos ao normal. O que queremos é vencer o próximo jogo”, foi a forma como Diogo Dalot descreveu o estado de espírito da equipa após os dias de reflexão.
O momento menos conseguido também trouxe críticas a Cristiano Ronaldo, algo que, dentro da equipa, não abalou a confiança no capitão português. A experiência acumulada ao longo de mais de duas décadas ao serviço da Seleção é vista como um dos fatores que lhe permite lidar com a pressão exterior.
“Já é sabida por todos a capacidade que ele tem de lidar com a crítica. Já são mais de 20 anos a jogar pela Seleção. O que ele dá ao grupo e o que nos tem transmitido é essa confiança de que esta crítica faz parte e, principalmente, o grande nível a que temos a possibilidade de jogar. Estando numa das maiores competições a nível mundial, a crítica está sempre lá. A confiança dele para nós e de nós para ele sempre foi a mesma e sempre será. Enquanto ele representar a Seleção, terá essa capacidade e estará sempre pronto a ajudar.”
Dentro do grupo, o empate é encarado como um momento de aprendizagem e não como um sinal de alarme. A ideia passa por retirar aspetos positivos de uma exibição abaixo do esperado e utilizar esse momento como ponto de partida para uma resposta mais forte no encontro seguinte.
“Acredito que sim. Tentamos sempre encontrar uma forma positiva de sair de momentos de dificuldade. Isto pode ser um ponto para não fugirmos à responsabilidade, mas também de ter os pés assentes na terra. É importante percebermos que é impossível não passar por dificuldades para ganhar uma competição como esta. Não me lembro de nenhuma seleção ganhar um Mundial sem passar por dificuldades e por momentos em que tem de se reinventar durante a competição.”
A Seleção assume que existem aspetos a corrigir, mas mantém intacta a ambição de continuar a lutar por um percurso longo na prova, esperando também continuar a sentir o apoio dos portugueses.
“Tendo um resultado menos positivo, é isso que procuramos. Tentar olhar para esse resultado e exibição como uma oportunidade de melhorar no jogo de terça-feira. Temos de fazer uma autocrítica, somos os primeiros a perceber que temos coisas a melhorar. É importante continuar a sentir que temos esse apoio, que os portugueses estão connosco e que temos qualidade para ir longe na competição.”











