Atual número quatro do ranking mundial venceu Botic van de Zandschulp
Novak Djokovic garantiu um lugar nos oitavos de final do Open da Austrália ao superar o neerlandês Botic van de Zandschulp na terceira ronda, somando a 400.ª vitória da carreira em torneios do Grand Slam. O sérvio, atual número quatro do ranking mundial, voltou a mostrar solidez em Melbourne, onde ainda não concedeu qualquer set nesta edição.
O encontro terminou com os parciais de 6-3, 6-4 e 7-6(4), num duelo em que Djokovic começou por dominar com relativa tranquilidade. No entanto, o segundo set trouxe um momento de apreensão, quando o tenista de 38 anos solicitou um medical timeout, aparentando algum desconforto físico. Apesar do susto, conseguiu manter-se competitivo e fechar o encontro em três sets.
No final, Djokovic explicou as dificuldades sentidas: “No início do segundo set, tive dificuldades com o braço, percebi pela velocidade que diminui. Tudo mudou, relaxei um pouco. A partir do segundo set, qualquer um podia ter vencido. Ele teve vantagem e um set point no terceiro set, uma pancada poderia ter mudado tudo. Fico feliz por ter vencido em três sets“.
Sobre a paragem para assistência médica, esclareceu que o pedido esteve relacionado com um pequeno incidente em campo. “Alguns pontos antes, quase torci o tornozelo. Pedi para ver o pé por causa de uma bolha. Tive uma boa queda, consegui proteger-me, poderia ter sido grave.”, afirmou.
Djokovic sublinhou ainda a importância de gerir o corpo nesta fase da carreira. “O meu corpo está muito bem, não quero precipitar-me. Aprendi a lição, fiquei demasiado entusiasmado cedo demais e depois lesionei-me em três dos quatro Grand Slams. Ainda quero fazer os rapazes trabalhar, Alcaraz e Sinner jogam a um nível diferente de todos os outros. Mas quando a bola rola, há sempre uma oportunidade, especialmente aqui, num campo que me deu tanto ao longo da carreira”.
Questionado de forma descontraída sobre que conselho daria ao Djokovic mais jovem, respondeu entre risos: “Acalma-te, idiota (risos)’. Demasiado stress em campo, a paciência é uma grande virtude. Quando somos mais jovens, pensamos que queremos tudo de imediato. É preciso ter um pouco de paciência e confiança no processo, rodear-se das pessoas certas, porque este é um desporto individual. Não sigam cegamente o que vos dizem, mas construam-se e liguem-se às pessoas com quem trabalham. Vemos mais os membros da nossa equipa do que a nossa família, e é dessa boa atmosfera que se pode tirar o melhor de nós”.








