Duarte Gomes não tem dúvidas: a equipa de arbitragem, liderada por Hélder Carvalho e com Tiago Martins no VAR, decidiu bem nos dois lances mais polémicos do encontro entre o FC Porto e o V. Guimarães (1-3), a contar para os quartos de final da Taça da Liga.
O antigo árbitro analisou esta terça-feira as comunicações áudio reveladas sobre a partida, validando tanto a reversão do penálti que favorecia os dragões, como a anulação de um golo aos vimaranenses.
Penálti revertido ao FC Porto (Minuto 20)
No primeiro lance capital, o árbitro assinalou inicialmente grande penalidade a favor do FC Porto. Contudo, o VAR alertou para uma falta no início da jogada ofensiva cometida pelo número 22 dos azuis e brancos (Alan Varela).
Tiago Martins (VAR): “Hélder, sugiro que venhas à zona de revisão para uma falta na fase de ataque. O jogador do FC Porto rasteira o adversário.”
Após rever as imagens, Hélder Carvalho concordou e cancelou o castigo máximo. Para Duarte Gomes, a decisão foi irrepreensível.
“Penálti claramente bem assinalado [inicialmente], mas no início da jogada há uma rasteira que me parece absolutamente evidente,” explicou o especialista. “O VAR estava atento. O FC Porto inicia a fase de ataque através de uma infração. Bem visto, tudo certo.”
Golo anulado ao Vitória (Minuto 60)
Já na segunda parte, foi a vez de o Vitória de Guimarães ver um golo anulado por indicação do videoárbitro, devido a um agarrão do avançado (camisola 90) sobre o defesa portista.
VAR: “O número 90 agarra o defesa pela camisola, impedindo-o de chegar à bola (…) puxa-o aqui claramente.”
Duarte Gomes corroborou a leitura, destacando a natureza ostensiva da falta.
“Isto é um agarrão ostensivo, não é um disputar a bola. O jogador que é puxado para trás nunca cai para a frente (…) É muito evidente, a infração é claríssima,” concluiu.
Apesar da correção das decisões, o jogo acabou por ditar a eliminação do FC Porto da Taça da Liga, com o Vitória de Guimarães a triunfar no Dragão por 3-1.











