A Ducati abriu as portas da temporada de 2026 com pompa e circunstância na estância de esqui de Madonna di Campiglio.
Numa cerimónia carregada de simbolismo, a marca de Borgo Panigale apresentou a nova Desmosedici GP26, a moto com que pretende encerrar com chave de ouro o atual ciclo de regulamentos do MotoGP, antes da revolução prevista para 2027.
Para assinalar o 100.º aniversário da companhia, a Ducati surpreendeu com uma decoração de inspiração retro. A nova pintura abandona o vermelho sólido dos últimos anos e introduz listras brancas, uma herança visual dos modelos de estrada icónicos da marca e que remete também para as primeiras épocas da Ducati na classe rainha.
Dupla de luxo com contas a ajustar
A equipa de fábrica voltará a contar com a “dream team” composta por Marc Márquez e Francesco “Pecco” Bagnaia. Juntos, os dois pilotos somam uns impressionantes 12 títulos mundiais (9 dos quais na categoria máxima), mas ambos chegam a 2026 com motivações distintas. Marc Márquez, o atual campeão, regressa à ação após um final de 2024 penoso, onde falhou as últimas quatro corridas devido a uma grave lesão no ombro sofrida na Indonésia. Após uma cirurgia ao braço direito em outubro e um inverno focado na recuperação física, o espanhol procura reafirmar a sua hegemonia e provar que está totalmente recuperado.
Por outro lado, Pecco Bagnaia quer apagar a imagem de um final de 2025 “negro”, período no qual não conseguiu pontuar em seis dos últimos sete Grandes Prémios disputados. Apesar de alguns rumores de fricção com a gestão da Ducati devido à sua irregularidade e às sucessivas eliminações na Q1, o piloto italiano garante que a relação com a equipa permanece forte e que o seu foco absoluto está em começar a nova época com o pé direito para garantir a sua continuidade.
O último desafio antes da mudança
Com o congelamento dos motores já em vigor e o foco das fábricas a virar-se progressivamente para os novos regulamentos de 2027, a época de 2026 será de gestão estratégica. Ainda assim, a Ducati parte como o alvo a abater, depois de um 2025 absolutamente dominador (venceu 17 Grandes Prémios e 19 Sprints).
Enquanto o futuro de Márquez parece passar pela renovação do contrato nos próximos meses, o segundo lugar na equipa oficial continua a ser o grande ponto de interrogação no paddock. Com o mercado de transferências em ebulição, a performance de Bagnaia nas primeiras corridas será determinante para saber quem será o companheiro do “Formiga de Cervera” no próximo ciclo.






