Daniel Juncadella está pronto para dar o salto para a categoria rainha do Mundial de Resistência (WEC) em 2026 e chega com uma convicção forte: a transição dos GTs para os protótipos de topo não é o “bicho de sete cabeças” que muitos pintam.
O piloto espanhol, confirmado como uma das caras do novo projeto da Genesis (a marca de luxo da Hyundai), vai partilhar o volante do Genesis GMR-001 com Mathieu Jaminet e Paul-Loup Chatin. Apesar de ter um currículo vasto em GTs (vencedor das 24h de Spa e títulos no GT World Challenge), a sua experiência em protótipos é limitada. Algo que, segundo o próprio, não será problema.
“Um dia de testes chega”
Em declarações ao Motorsport.com, Juncadella desvalorizou a complexidade da adaptação aos atuais Hypercar (LMH e LMDh), comparando-os a carros de Gran Turismo com esteroides.
“Estou totalmente pronto. Não preciso de mais de um dia de testes para estar no ritmo, porque é um GT grande”, atirou o espanhol. “É um GT com potência. Tem uma velocidade semelhante em curvas lentas a um GT. Claro que tem carga aerodinâmica, mas não é como um LMP2. Um LMP2 tem muito mais carga comparado com um Hypercar.”
Juncadella critica a visão de alguns “chefes de topo” que exigem experiência prévia em protótipos, argumentando que marcas como a Ferrari e a Porsche têm tido sucesso precisamente ao recrutar os seus melhores pilotos das fileiras de GT.
Genesis: Um projeto a longo prazo
A entrada da marca sul-coreana no WEC acontece numa fase de maturidade da classe Hypercar, cinco épocas após o seu início. Juncadella, que tem realizado testes de inverno com o novo carro, confessa estar a viver “um sonho”, mas pede cautela quanto aos resultados imediatos em 2026.
“O primeiro ano vai ser sempre difícil. Não estamos a definir metas de resultados logo de imediato. Este é um projeto a longo prazo”, explicou o piloto, destacando o forte investimento e o recrutamento constante que a marca está a fazer para chegar ao topo.







