Subtítulo: Piloto britânico descreveu o SF-25 como incontrolável no Qatar, lamentou falta de ritmo e pediu respostas técnicas da equipa
Desabafo e diagnóstico claro
Lewis Hamilton assumiu um tom desabusado após o sprint e a qualificação do Grande Prémio do Qatar, onde viveu, segundo o próprio, um dos piores fins de semana desde que representa a Ferrari.
“É impossível fazer pior o carro ainda”, desabafou pelo rádio depois da corrida curta, frase que sintetiza a frustração do piloto com a resposta do monolugar.
Hamilton explicou aos jornalistas que o problema passa pela falta de estabilidade, e não apenas por ausência de velocidade.
“O carro vai na direção errada, é muito difícil para nós. Não temos estabilidade, a traseira desliza e o carro rebenta”, afirmou, descrevendo oscilações que comprometem a confiança e a performance em todas as fases do circuito.
Resultados e sequência negativa
Os números traduzem o efeito prático das dificuldades, Hamilton caiu em SQ1 no sprint, saiu do pit-lane para testar soluções e acabou por não passar do primeiro corte na qualificação, terminando em 18.º.
A sequência de eliminações prematuras em cortes de Q1 constitui um sinal de alarme para o sete vezes campeão, e entra na lista de piores momentos com a Ferrari.
Alterações de set-up sem efeito
A equipa tentou reagir, com mudanças de set-up que não se revelaram eficazes, segundo o piloto. Hamilton destacou que as alterações não restituíram a estabilidade necessária para tirar partido do potencial do monolugar.
O episódio acentua a pressão sobre a direção técnica da Ferrari, que terá de analisar dados de telemetria e simulações para encontrar soluções rápidas, especialmente com a reta final da temporada a aproximar-se.
Impacto na equipa e no campeonato
Além do constrangimento desportivo, os problemas do SF-25 colocam questões sobre a filosofia de desenvolvimento adotada pela Ferrari para 2025.
A equipa terá agora de conciliar ajustes a curto prazo para recuperar competitividade, com uma avaliação mais profunda sobre as escolhas aerodinâmicas e mecânicas que têm condicionado o comportamento do carro.
Reacções do paddock
No paddock houve quem considerasse o fim de semana de Hamilton atípico, e quem sublinhasse que a temporada obriga a respostas rápidas quando a performance não aparece.
A situação do britânico junta-se a outras vozes que alertam para a necessidade de restituir previsibilidade ao monolugar, sobretudo em circuitos onde a aderência e o equilíbrio são determinantes.
Perguntas rápidas
O que disse Hamilton?
Que o carro “vai na direção errada”, que falta estabilidade e que as mudanças não resolveram o problema.
Qual o resultado em pista?
Eliminação em SQ1 no sprint e queda no primeiro corte da qualificação para o Grande Prémio, 18.º na grelha.
Qual o principal desafio técnico?
Recuperar estabilidade na traseira, reduzir o ‘bounce’ e devolver previsibilidade ao comportamento do SF-25.
O que se segue?
Análise aprofundada dos dados pela equipa, e tentativas de afinar o set-up antes da próxima prova.






