O antigo árbitro Pedro Henriques analisou, em exclusivo para o jornal A Bola, a arbitragem do encontro entre Arouca e FC Porto, apontando vários momentos de destaque — mas também um erro grave, no quarto golo dos dragões, que considerou “ilegal” por falta anterior.
VAR acertou no fora de jogo, mas falhou no quarto golo
De acordo com o especialista, o desempenho do árbitro principal de Leiria foi, no geral, positivo, com boa gestão disciplinar e controlo físico da partida, que se tornou mais fácil à medida que o resultado se desequilibrava. Ainda assim, Henriques sublinha um momento determinante:
“O quarto golo dos dragões foi precedido de falta. O VAR devia ter intervindo para anular o tento por falta de Deniz Gul, que agarrou a perna esquerda de Arnau Sola, impedindo-o de disputar o lance. Golo ilegal.”
O ex-árbitro salienta que o lance teve influência direta no resultado e que a omissão do VAR “não se compreende numa jogada tão clara”, já que houve contacto que impediu o defesa do Arouca de recuperar a posição.
Zaidu marcou o seu primeiro golo esta época.pic.twitter.com/XC4AQWELRT
— Cabine Desportiva (@CabineSport) September 29, 2025
Decisões corretas: vermelho a Martim Fernandes e fora de jogo anulado
Apesar da crítica, Pedro Henriques destacou também as boas decisões da equipa de arbitragem, nomeadamente a expulsão de Martim Fernandes, após uma entrada perigosa sobre Pablo Gozálbez, e a anulação do segundo golo dos dragões, por fora de jogo de Borja Sainz, corrigida com o apoio da tecnologia.
“O VAR esteve bem na anulação do golo de Pepê e o árbitro acertou ao expulsar Martim Fernandes. Globalmente, a atuação foi positiva, mas este erro no quarto golo mancha a exibição”, referiu.
“Três minutos de compensação foram poucos”
Na análise final, o ex-árbitro apontou ainda outro detalhe:
“Foram dados apenas três minutos de compensação, o que é manifestamente insuficiente para as incidências do segundo tempo. Houve três golos, quatro amarelos, uma expulsão e várias substituições. O tempo extra devia ter sido, no mínimo, de seis minutos.”
Apesar das notas positivas, o antigo juiz reforça que o erro no quarto golo “retira brilho” a uma exibição “globalmente competente”, deixando uma mensagem clara: “O VAR tem de estar sempre atento a este tipo de faltas, mesmo quando parecem menores.”








