O agora candidato foi alertado em 2017 sobre falsificação de Ponck
O jornal Público revelou esta segunda-feira que Luís Filipe Vieira, então presidente do Benfica, e agora novamente candidato à liderança dos encarnados, foi avisado em 2017 sobre a alegada falsificação de documentos por parte de Carlos Ponck, médio defensivo cabo-verdiano contratado em 2016 pelos encarnados.
De acordo com a investigação, a denúncia feita na altura apontava não só para a falsificação da data de nascimento como também para a alteração do nome do jogador em Cabo Verde. Perante os alertas, Vieira terá desvalorizado as acusações e apelidado os denunciantes de “chantagistas”.
Jogador foi vendido um ano depois
Apesar da gravidade das suspeitas, um ano depois o médio foi vendido ao Desportivo das Aves por 1,2 milhões de euros, relativos a metade do passe. O negócio permitiu ao Benfica realizar encaixe financeiro sem que, segundo o Público, tivesse sido tomada qualquer medida relativamente à denúncia.
Detenção em 2025 confirma suspeitas
A polémica ganha maior dimensão porque, em maio deste ano, Carlos Ponck acabou por ser detido em Cabo Verde precisamente por falsificação e alteração de documentos. A acusação remonta a práticas identificadas anos antes, mas que, à época, não tiveram qualquer consequência para o jogador no Benfica.
O silêncio que abre novas questões
A revelação relança questões sobre a forma como a direção de Luís Filipe Vieira lidava com denúncias internas e potenciais irregularidades. O caso Ponck, agora relembrado, junta-se a outros episódios polémicos associados à gestão do ex-presidente encarnado.










