O clássico entre FC Porto e Benfica (1-1), disputado no Estádio do Dragão, continua a ser tema de debate, e a arbitragem voltou a estar sob escrutínio. O especialista Pedro Henriques, em análise para A BOLA, apontou vários erros e faltas de critério disciplinar ao árbitro do encontro, sublinhando que o jogo teve “momentos mal geridos”, embora as decisões capitais tenham sido, no geral, corretas.
Primeiros minutos deixaram cartões por mostrar
O jogo mal tinha começado e, segundo Pedro Henriques, já devia haver cartões exibidos. Aos 1 minutos, Pavlidis acertou com o cotovelo no pescoço de Gabri Veiga, num gesto “deliberado e negligente” que, para o ex-árbitro, “merecia cartão amarelo”.
Pouco depois, aos 12 minutos, foi Alan Varela quem escapou à sanção disciplinar. O médio portista atingiu Pavlidis “com o cotovelo na barriga” e, na opinião do especialista, “a falta é clara e a advertência era obrigatória”.
Livre por marcar a favor do FC Porto
O lance mais polémico da primeira parte chegou aos 24 minutos, num duelo entre Amar Dedic e Francisco Moura. Apesar das queixas portistas, Pedro Henriques garante que não houve penálti, já que a bola “bateu na cara do defesa bósnio”. Ainda assim, o analista entende que ficou por marcar um livre direto a favor do FC Porto, uma vez que Dedic “atingiu o tornozelo do adversário fora da área”.
Aos 43 minutos, novo lance na área, desta vez entre Gabri Veiga e Barrenechea, foi bem decidido segundo o ex-árbitro: “Não há rasteira nem contacto suficiente para grande penalidade.”
Critério disciplinar irregular
Pedro Henriques considera corretos os cartões amarelos mostrados a Ríos (45’), Bednarek (48’), Pepê (62’), Varela (77’) e Rosário (80’), todos por ações negligentes ou faltas táticas. No entanto, sublinha que faltou consistência no critério, sobretudo nas primeiras advertências não mostradas.
Já aos 70 minutos, defende que o central Bednarek não deveria ter sido expulso, ao contrário do que alguns adeptos reclamavam: “O contacto com Pavlidis é mínimo e ocorre no ombro, sem intensidade.”
Sem penálti por mão e polémica final
Aos 73 minutos, o VAR analisou um toque no braço de Kiwior dentro da área. Pedro Henriques validou a decisão de não assinalar penálti, já que o braço “estava encostado ao corpo e sem volumetria extra”.
Nos minutos finais, aos 88’, o duelo físico entre António Silva e Deniz Gul também não justificou castigo máximo. “Ambos usaram as mãos, mas o avançado turco já estava em desequilíbrio e nem protestou”, explicou o especialista.
“Tempo extra foi curto”
A gestão do tempo de compensação também mereceu reparos. O ex-árbitro considera que os quatro minutos dados foram insuficientes, tendo em conta as paragens, substituições e a assistência médica a Ríos. “Houve tempo perdido que não foi recuperado”, frisou.
Já no prolongamento, aos 90+6’, Dedic, Moura e Borja Sainz receberam bem os cartões amarelos após um momento de tensão entre jogadores.
Boas decisões, mas critério desigual
Em suma, Pedro Henriques entende que o árbitro “acertou nos lances de penálti”, mas falhou na gestão disciplinar e em “pequenos detalhes que condicionam a leitura do jogo”.
“Faltou mostrar cartões no início e assinalar um livre perigoso. O resto, incluindo os lances de penálti, foi bem decidido”, concluiu o especialista de A BOLA.



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