Arbitragem segura e VAR bem no lance do penálti
O Benfica vence o Estoril (3-1) na noite deste sábado, em jogo a contar para a 17ª jornada da Liga Portugal, cujo os principais lances já foram analisados por Pedro Henriques.
Aos 11 aos 11 minutos, Richard Ríos recuou dentro da área estorilista e chocou com Félix Bacher. O defesa já tinha a posição controlada e limitou-se a manter-se imóvel, pelo que o contacto foi considerado normal e sem matéria para grande penalidade.
Aos 19’, na grande área encarnada, a bola embateu no braço direito de Otamendi após um remate. O central tinha as mãos atrás das costas e o braço encostado ao corpo, não aumentando a volumetria, o que levou a uma decisão acertada de deixar seguir.
Pouco depois, aos 24’, surgiu novo lance polémico. Prestianni foi quem cometeu falta ao pressionar e puxar o braço de Félix Bacher, pelo que qualquer assinalar de penálti seria incorreto — a infração era atacante.
Aos 26’, após desvio de cabeça de Richard Ríos, a bola bateu inesperadamente no peito de Félix Bacher e ressaltou quase de imediato para o braço esquerdo, que estava junto ao corpo. Considerou-se posição natural e ausência de volumetria, decisão novamente correta.
O momento-chave surgiu aos 28 minutos. Alejandro Marqués saltou para disputar a bola e acabou por tocá-la de forma clara com o braço direito, abrindo-o e ganhando dimensão corporal. O VAR chamou o árbitro ao monitor e, com imagens evidentes, este assinalou grande penalidade a favor do Benfica.
Ainda antes do intervalo, foram dados quatro minutos de compensação, essencialmente devido à paragem para a análise do penálti.
No segundo tempo, aos 52’, o árbitro anulou uma jogada em que Pavlidis ficaria isolado, por considerar falta de Prestianni, que tocou por trás, de forma imprudente, nas pernas de Kevin Boma, impedindo-o de disputar a bola.
Aos 64’, já com o jogo interrompido, Boma chutou a bola para longe num gesto de frustração. O árbitro optou por uma postura pedagógica, embora o lance pudesse ter resultado em advertência disciplinar.
Mais tarde, aos 69’, Félix Bacher agarrou e puxou a camisola de Leandro Barreiro junto à área estorilista, travando um ataque promissor. O cartão amarelo foi bem exibido.
Aos 81’, após cruzamento de Sidny Cabral, Pavlidis encontrava-se atrás da linha da bola, logo em posição legal. O toque subsequente de um jogador do Estoril foi apenas um ressalto, não alterando o critério de análise do fora de jogo.
Já aos 86’, Tiago Parente viu cartão amarelo por pontapear por trás Leandro Barreiro, novamente numa ação que cortou um ataque perigoso.
No final, foram atribuídos apenas três minutos de descontos, número considerado curto tendo em conta um golo, várias substituições e dois cartões amarelos mostrados. Num contexto competitivo em que a diferença de golos pode ser decisiva, esse detalhe acabou por ser o único reparo digno de nota numa exibição de arbitragem, no geral, consistente.

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