Na análise habitual para o jornal A BOLA, o especialista em arbitragem Pedro Henriques atribuiu nota positiva à prestação de Miguel Fonseca no encontro entre o FC Porto e o Estrela da Amadora.
O antigo árbitro destacou a “fibra e autoridade” do jovem juiz de 29 anos, considerando que este decidiu bem nos lances capitais da partida.
Penálti claro e “mão” que não é falta
Dois dos momentos mais escrutinados ocorreram no primeiro quarto de hora. Aos 15 minutos, Pedro Henriques não tem dúvidas sobre a grande penalidade favorável aos dragões:
“Alberto Costa chega primeiro… Bernardo Schappo chega depois e fora de tempo, derrubando-o. Castigo máximo bem assinalado,” sentenciou.
Antes disso, aos 7 minutos, o Estrela reclamou um possível penálti por mão na bola de Luan Patrick após cabeceamento do colega Marcus. O especialista explica que a decisão de mandar seguir foi correta à luz das diretivas do IFAB: “A bola atinge o braço de outro defesa seu colega… Não é uma infração, não se considera que o defesa tenha tornado o seu corpo artificialmente maior.”
Golos Legais e Fora de Jogo Milimétrico
A análise valida ainda todas as decisões relativas aos golos:
- 7′ (Golo Anulado): Correta a anulação do golo a Samu por fora de jogo de Pepê (63 cm) no início da jogada.
- 63′ (2.º Golo do Porto): O contacto entre Borja Sainz e Paulo Moreira é considerado normal, não havendo falta atacante nem penálti.
- 74′ (3.º Golo do Porto): Samu estava em posição legal no momento do cruzamento de Rodrigo Mora, sendo o golo limpo.
A Nota Negativa: Tempo Extra
Apesar dos elogios à parte técnica e disciplinar (com os cartões amarelos a serem considerados bem mostrados), Pedro Henriques apontou um aspeto negativo: a gestão do tempo de compensação.
Para o especialista, os quatro minutos dados na segunda parte foram “escassos” face às seis paragens para substituições, cinco cartões amarelos e três golos marcados. O comportamento dos bancos de suplentes, “sempre a contestar as decisões”, mereceu também reparo negativo na análise final.










