Pedro Henriques analisou a prestação do árbitro do encontro entre dragões e avenses, Bruno Costa.
O FC Porto bateu o AVS por 2-0 na noite da passada segunda-feira, dia 29 de dezembro, em partida a contar para a 16ª jornada da Liga Portugal, cujo os principais lances já foram analisados por Pedro Henriques.
Na posição de perito em matérias de arbitragem, o comentador considerou que a exibição do juiz do encontro, Bruno Costa, foi maioritariamente positiva.
Pedro Henriques considerou que a a abertura do critério e o privilégio pelo contacto físico foram aspetos positivos e essenciais para um jogo fluído com apenas 15 faltas assinaladas. Palavra também ainda para as decisões do VAR, que o comentador considerou acertadas.
Ainda assim, alguns aspetos deixaram a desejar. O especialista em arbitragens deu nota negativa ao 57% de tempo útil da partida, muito fruto dos pontapés de baliza do guarda-redes do AVS, bem como pela gestão disciplinar de Bruno Costa no primeiro tempo do encontro.
Confira a análise de Pedro Henriques aos principais casos do jogo entre FC Porto e AVS:
21′. Fora da área. Se houvesse infração, teria de ser marcada onde se tinha iniciado a ação, que seria fora da área. Contudo existe um contacto sem carga ou empurrão de Pedro Lima em Victor Froholdt na tentativa de chegar à bola.
24′. Sem penálti. Leonardo Rivas está nas costas de Samu que cai assim que sente o contacto, sendo que o avançado espanhol é que recua e mais se desloca para trás e vai ao contacto com o jogador avense que tem a sua posição já ganha e que a mantem, tudo legal e sem motivo para castigo máximo.
26′. Só contacto. Dentro da área dos dragões Martim Fernandes avança e Pedro Lima recua e o choque resulta exatamente da movimentação em sentido contrário de ambos os jogadores, sendo que Martim Fernandes toca e joga a bola quando a cabeceia.
45′. Foram dados quatro minutos de tempo extra, recuperação de tempo perdido, em função da assistência pela equipa médica a Diogo Costa. Correta a contagem que foi feita.
45+1. Pisão. Óscar Perea esticou a sua perna direita, não tocou na bola e de sola e com os pitons pisou o pé esquerdo de Wiiliam Gomes, cartão amarelo por entrada negligente que não foi mostrado. O avançado brasileiro por pedir cartão para Perea arriscou ser advertido.
45+3′. Agarrão. Carlos Ponck começou por agarrar com a mão esquerda o ombro esquerdo de Pepê, depois de forma persistente agarrou a camisola, tudo isto já no meio campo adversário, comportamento antidesportivo passível de cartão amarelo que não foi mostrado.
47′. Sem fora de jogo. Samu faz o drible e toca a bola para a frente para ele próprio a ir jogar, Rodrigo Mora quase que estragava a jogada, pois estava em fora de jogo e ia tocando no esférico, mas ao não o fazer não tomou parte ativa na jogada nem teve impacto em qualquer adversário.
50′. Cartão amarelo bem mostrado a Jaume Grau por ao vir por trás agarrar e puxar de forma ostensiva a camisola de Pepê, já próximo da área, desta vez esteve bem o árbitro ao sancionar disciplinarmente esta infração. Foi o terceiro agarrão por parte dos jogadores avenses.
52′. Cartão amarelo bem mostrado a William Gomes por ao esticar a sua perna esquerda com o pé tocar e rasteirar o pé/tornozelo esquerdo de Pedro Lima, uma entrada fora de tempo e negligente bem sancionada disciplinarmente.
60′. O árbitro começa por assinalar falta de Gabri Veiga sobre Ponck, mas o VAR bem, reverteu a situação e deu penálti, porque o médio espanhol dos dragões antecipou-se chegou primeiro e tocou com a ponta do pé direito na bola, sendo posteriormente ele pontapeado pelo defesa cabo-verdiano. De realçar ainda que Gabri Veiga não estava em fora de jogo, quando o seu colega Samu tocou/passou a bola.
90′. O tempo extra, recuperação de tempo perdido, não foi o adequado, independentemente de o resultado estar feito e do jogo estar resolvido é muito importante que os árbitros sejam mais assertivos nesta matéria. No segundo tempo houve seis paragens para substituições, onde entraram nove jogadores, dois golos, um deles de penálti onde o VAR esteve a rever as imagens e onde chamou o árbitro para ir ao monitor e uma pausa por causa do fumo ao nível do relvado já no último minuto do jogo, todas estas incidências eram passiveis de pelo menos seis minutos de tempo adicional.
90+3′. Não obstante Samu se ter ficado agarrado à cabeça a carga foi nas costas, Ponck, que já tinha cartão amarelo, ao saltar levou o seu braço esquerdo na frente, mas dobrado e junto ao corpo carregando com o braço e ombro esquerdo na omoplata e costas do avançado espanhol dos dragões, bem o árbitro em só assinalar livre direto e não ter agido disciplinarmente. Tudo certo.
Nota do árbitro: 6

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