O clima entre a Reboleira e Vila do Conde subiu de tom e a disputa promete chegar às instâncias judiciais.
O Estrela da Amadora lançou um ultimato ao Rio Ave, exigindo o pagamento imediato de uma verba relativa aos direitos económicos de André Luiz.
Em causa está o que os estrelistas classificam como uma gestão de mercado altamente prejudicial aos seus interesses, ameaçando levar o caso para tribunal.
A discórdia centra-se na transferência do avançado brasileiro para o Olympiacos. O Estrela da Amadora acusa o Rio Ave de ter rejeitado uma proposta formal do Benfica de 12 milhões de euros apenas para, pouco depois, vender o atleta por menos de metade desse valor (5,75 milhões) ao clube grego. O detalhe que levanta suspeitas de um negócio “obscuro” é o facto de o Rio Ave e o Olympiacos pertencerem ao mesmo grupo empresarial, liderado por Evangelos Marinakis.
A conta que divide os clubes: 1,2 milhões ou 575 mil?
A estrutura liderada por Paulo Lopo não aceita que a sua percentagem de 10% seja calculada com base no valor final da venda “amigável” entre clubes do mesmo grupo. O Estrela exige que o cálculo seja feito sobre o valor de mercado real, estabelecido pela proposta recusada do Benfica:
- A exigência do Estrela: 10% de 12 milhões de euros (1,2 milhões de euros).
- A oferta do Rio Ave: 10% de 5,75 milhões de euros (575 mil euros).
O Estrela da Amadora argumenta que, embora o Rio Ave tenha independência negocial, não pode utilizá-la para desvalorizar deliberadamente um ativo partilhado em benefício do seu próprio grupo económico, lesando terceiros no processo.
Paulo Lopo: “Não deixaremos de lutar pelos nossos interesses”
O presidente do Estrela da Amadora foi taxativo e já deu instruções ao departamento jurídico. Para o dirigente, a partilha do passe de André Luiz obrigava o Rio Ave a procurar a melhor valorização desportiva e financeira para ambas as partes, algo que a proposta do Benfica garantia e a venda ao Olympiacos ignorou.
“Não aceitamos que o jogador seja vendido por metade do valor de mercado a um clube do mesmo grupo”, reforça a direção do Estrela. Se o Rio Ave não cooperar e ajustar as contas de acordo com a proposta de referência dos encarnados, o futebol português prepara-se para ver dois clubes da Primeira Liga resolverem as suas diferenças na barra do tribunal.











