Portugal garantiu a passagem aos oitavos de final do Mundial 2026 depois de vencer a Croácia por 2-1. No final da partida, Bernardo Silva, Gonçalo Ramos e Rúben Neves analisaram o encontro, elogiaram a capacidade de sofrimento da equipa e deixaram já um olhar sobre o duelo frente à Espanha.
Bernardo Silva: “Entrámos no jogo que eles queriam”
Bernardo Silva foi um dos mais críticos da exibição portuguesa, considerando que a Seleção perdeu o controlo emocional numa fase importante da partida. “Foi difícil. Perdemos o controlo emocional e não o devíamos ter feito. Começámos bem, mas depois entrámos no jogo que eles queriam.”
O médio reconheceu que o objetivo principal foi cumprido, mas deixou um aviso para o futuro. “O mais importante está feito, que é a passagem aos oitavos de final. Mas partimos demasiado o jogo e pagámos por isso.” Já sobre a Espanha, foi claro: “É uma das favoritas. É difícil tirar-lhes o controlo, mas temos de o fazer para termos hipóteses de passar.”
Gonçalo Ramos: “Sempre que precisarem de um golo podem chamar-me”
Herói da noite com o golo da vitória, Gonçalo Ramos garantiu que o segredo passa pelo trabalho diário. “Estou sempre focado e trabalho no meu limite. Dou sempre tudo e, quando isto acontece tantas vezes, não pode ser sorte.”
O avançado falou ainda da família presente nas bancadas e deixou uma frase que arrancou sorrisos. “Aposto que a minha namorada chorou. O meu filho também estava cá, embora não se vá lembrar desta noite.” Sobre o papel de suplente de luxo, respondeu com confiança: “Quem me conhece sabe que, quando é preciso um golo nos últimos minutos, eu estou lá. Sempre que precisarem de um golo podem chamar o Gonçalo Ramos.”
Ramos fez ainda questão de recordar Diogo Jota. “É especial. Falamos dele todos os dias e dá-nos força.” O internacional português destacou também o ambiente vivido em Toronto: “É muito especial sentir tantos portugueses tão longe de casa. Nos momentos decisivos isso joga a nosso favor.”
GONÇALO RAMOS. CLUTCH! 🔫🇵🇹pic.twitter.com/Put9r1UZms
— B24 (@B24PT) July 3, 2026
Rúben Neves: “Os 17 minutos de descontos são injustificáveis”
Rúben Neves destacou a capacidade de sofrimento da equipa, mas mostrou-se pouco satisfeito com o tempo de compensação concedido pelo árbitro. “Queríamos evitar o prolongamento e acabámos por jogar uma parte. Os 17 minutos de descontos são injustificáveis.”
O médio explicou ainda a missão que recebeu de Roberto Martínez quando entrou em campo. “Eles estavam a chegar com frequência à nossa área e entrei para equilibrar defensivamente a equipa, para conseguirmos ter mais bola.” A terminar, deixou uma mensagem simples, mas confiante: “Vai dar Portugal.”











