Pedro Henriques e Paulo Pereira defenderam a adoção, em Portugal, das alterações às leis e protocolos de arbitragem testadas no Mundial 2026. Os antigos árbitros consideraram que as novas medidas tiveram um impacto positivo no combate às perdas de tempo e contribuíram para aumentar o tempo útil de jogo, mostrando-se favoráveis à sua implementação nas competições nacionais.
Combate às perdas de tempo reúne consenso entre ex-árbitros
Entre as alterações introduzidas no Mundial 2026 estiveram limites de tempo mais apertados para pontapés de baliza e lançamentos laterais, substituições mais rápidas, a permanência temporária fora de campo de jogadores assistidos e novas possibilidades de recurso à tecnologia. Pedro Henriques considerou que estas medidas tornaram o jogo mais fluido, destacando que a competição registou uma média de 58 minutos e oito segundos de tempo útil até aos quartos de final, superior à da última Liga dos Campeões e da mais recente edição do campeonato português.
O antigo árbitro internacional mostrou-se igualmente favorável à utilização do fora de jogo semiautomático e da tecnologia da linha de baliza nas competições nacionais, apesar de reconhecer o investimento elevado que tal exigiria. Pedro Henriques defendeu ainda o alargamento das competências do VAR a lances de bola parada, como pontapés de canto, e a situações de troca de identidade, considerando que essas alterações fariam sentido também no futebol português.
Paulo Pereira pede aplicação imediata
Também Paulo Pereira destacou o combate às perdas de tempo como uma das maiores conquistas do Mundial 2026, sustentando que as novas regras alteraram de forma evidente o comportamento das equipas. O antigo árbitro defendeu que estas medidas deveriam ser aplicadas de imediato em Portugal, acreditando que eventuais dificuldades iniciais de adaptação seriam rapidamente ultrapassadas, tal como aconteceu durante a competição.
Apesar de concordar com a maioria das alterações testadas pela FIFA, Paulo Pereira mostrou algumas reservas quanto ao alargamento da intervenção do VAR apenas aos pontapés de canto incorretamente assinalados. Na opinião do antigo árbitro, caso essa possibilidade seja adotada, a mesma lógica deverá aplicar-se também aos pontapés de baliza, defendendo um critério uniforme para este tipo de decisões.








