Antigo jogador das águias acabou por cumprir pena, depois de ter sido condenado por extorsão. Hoje, está de novo envolvido no futebol.
Miccoli, ex-Benfica, conta a sua história
Fabrizio Miccoli deixou uma marca na Luz, depois dos anos que passou em Portugal entre 2005 e 2007. Passou por várias situações polémicas depois do fim da carreira, e contou tudo à Gazzetta dello Sport, em entrevista recente.
No final de 2021, envolveu-se com a máfia, e acabou condenado a três anos e meio de prisão, por extorsão. O caso prendeu-se com a cobrança de dívidas relacionadas com uma discoteca, mas Miccolli, mediador nessa situação, acabou por utilizar os serviços de um filho de um chefe da Cosa Nostra, a infame máfia siciliana.
“A minha mulher avisava-me: ‘Tem cuidado com quem te rodeia’. Sentia-me como o Maradona em Nápoles, sentia-me tão bem… Pensava que estava acima de tudo”, começou por explicar o antigo jogador do Benfica.
Miccolli acrescentou, sobre o caso: “Apego-me facilmente às pessoas, tenho tendência a confiar. Conheci esse rapaz durante a recuperação de uma lesão. Era um futebolista amador e frequentávamos o mesmo campo para recuperar. Tornámo-nos amigos, ele na altura não tinha antecedentes criminais. Sei que não fui eu que cometi aquela extorsão”.
O antigo jogador do Benfica prosseguiu, sobre o pior momento que atravessou: “Foi quando me entreguei na prisão… Saí do carro e aquele último trecho a pé, em direção ao portão, com a mochila às costas, foi terrível”. Depois, falou sobre os jogos de futebol na prisão: “É verdade que fui guarda-redes. Disseram-me uma piada: “Fabrizio, aqui matamo-nos por duas coisas: as cartas e a bola”. Compreendi. Por isso, colocava-me entre os postes e, nas poucas vezes em que jogava como avançado, nunca me destacava, movia-me com o travão de mão puxado. Jogávamos uma hora por semana, era um momento despreocupado e assim devia ser”.
Hoje, o ex-Benfica está de volta ao futebol: “Vivo em Lecce, dirijo a minha escola de futebol em San Donato; com a equipa feminina, poderemos subir à Série C, o que seria um feito histórico. Tenho um negócio de alojamento local em Gallipoli e estamos prestes a concluir uma estrutura com seis suites no centro de Lecce”. A terminar, deixou muitos elogios à sua mulher, a quem deve a sua mudança depois de sair da prisão.











