Pode parecer um valor irrisório para quem movimentou milhões de euros em transferências ao longo de uma carreira recheada de títulos, mas a história de Ángel Di María começou com uma transação comercial muito simples: 26 bolas de futebol.
Nesta segunda-feira, dia em que se assinala uma dupla efeméride na carreira do antigo jogador do Benfica, o Rosario Central decidiu honrar as origens do craque argentino com um gesto carregado de simbolismo, “pagando” novamente o valor daquele que foi, provavelmente, o negócio mais rentável da história do clube.
O “negócio do século” recriado 30 anos depois
Faz hoje exatamente 30 anos que um pequeno Di María, então com apenas 7 anos, trocou o modesto clube de bairro Club Atlético El Torito pelo gigante Rosario Central. Na altura, em 1995, a moeda de troca acordada não foi dinheiro, mas sim duas dezenas e meia de bolas de treino para as camadas jovens do clube vendedor.
Para marcar a data (e também os 20 anos da estreia oficial de Di María na primeira divisão argentina), a empresa acionista do Rosario Central voltou hoje às instalações do El Torito para entregar, precisamente, novas 26 bolas.
Nas redes sociais, o gesto foi justificado como uma forma de inspirar a próxima geração:
“Para que outros meninos possam continuar a sonhar como fez o campeão do mundo.”
De 26 bolas ao topo do Mundo
Aquele miúdo franzino, que foi “comprado” por material desportivo, acabaria por se tornar numa das maiores lendas do futebol mundial. Dez anos após essa troca curiosa, Di María estreou-se como profissional pelo Rosario Central, servindo de trampolim para a Europa, onde brilhou intensamente no Estádio da Luz com a camisola do Benfica.
Seguiram-se Real Madrid, Manchester United, PSG, Juventus e um regresso emocionante às “Águias”, culminando com a conquista do Mundial no Qatar pela Argentina.
Hoje, Di María é um ídolo global, mas em Rosario, a lenda continua a ser contada da mesma forma: tudo começou num campo de terra batida e valeu 26 bolas de futebol.









