Antigo avançado dos dragões e do Rio Ave encerra carreira e admite que “nunca mais conseguiu voltar a correr”
André Pereira, antigo avançado do FC Porto e do Rio Ave, anunciou o fim da sua carreira de futebolista aos 30 anos, após vários anos de luta contra lesões graves nos joelhos que o impediram de regressar em pleno à competição.
O jogador tentou voltar aos relvados na última temporada, mas acabou por perceber que o corpo já não respondia. “A poucos meses de terminar o meu contrato com o Rio Ave, tive a segunda lesão grave no joelho e, a partir desse treino, nunca mais consegui voltar a correr. Fui operado duas vezes e consultei vários especialistas. Era uma fase em que, em circunstâncias normais, estaria no auge da carreira”, confessou em entrevista ao zerozero.
Uma carreira marcada pelo talento e pela superação
Formado no Inter Milheirós, André Pereira chegou ao FC Porto em 2005, ainda nas camadas jovens, e passou também por Leixões, Varzim, Sp. Espinho e Sanjoanense antes de regressar à Invicta em 2017, para representar a equipa B.
O seu bom desempenho valeu-lhe a promoção à equipa principal, pela mão de Sérgio Conceição, onde realizou 24 jogos, marcou três golos e assinou três assistências. Nesse período, conquistou uma Liga e uma Supertaça Cândido de Oliveira, deixando a sua marca no plantel campeão nacional.
Durante o tempo de contrato com o FC Porto, foi ainda emprestado ao Vitória de Setúbal, Vitória de Guimarães e ao Real Zaragoza, antes de rumar em definitivo ao Rio Ave, em 2021.
O último capítulo no Rio Ave e o adeus forçado
No Rio Ave, André Pereira integrou o plantel de Luís Freire que conquistou a II Liga 2021/22, garantindo o regresso dos vilacondenses ao principal escalão. No entanto, seria também o início do fim.
Em janeiro de 2021 sofreu uma rotura dos ligamentos cruzados, parando até final do ano. Voltou a lesionar-se em 2023, de forma ainda mais grave. “Foi o golpe final”, admitiu o jogador.
Sem condições físicas para continuar, decidiu pôr um ponto final na carreira e virar-se para uma nova fase ligada ao desporto. “Quero seguir o caminho de treinador ou gestor desportivo. O futebol foi e continuará a ser a minha vida”, afirmou.
Um exemplo de resiliência
Aos 30 anos, André Pereira despede-se dos relvados como símbolo de resiliência e profissionalismo, depois de um percurso que o levou da formação portista ao topo do futebol nacional.
Apesar das contrariedades, o ex-avançado deixa uma marca de determinação e paixão pelo jogo — qualidades que, agora, promete transportar para o próximo desafio da sua carreira.







