Cora Brinkmann garante que os rumores começaram ainda no paddock, quando o alemão ainda era piloto de F1.
Após o anuncio publico da homossexualidade de Ralf Schumacher, Cora Brinkmann, ex-companheira do piloto, concedeu uma entrevista, onde admitiu ter sido apanhada de surpresa com a revelação.
“Gostava que o Ralf me tivesse envolvido ou, pelo menos, informado da sua decisão, teria sido uma demonstração de respeito para comigo.”, começou por afirmar.
“Durante a sua carreira na F1, houve muitos rumores no paddock [sobre a sua homossexualidade]. Pedi-lhe sempre que me esclarecesse se o que se dizia na altura era verdade, mas ele negou-o sempre, dizendo-me que era tudo imaginação da minha cabeça e que talvez eu precisasse de ajuda psicológica.”, prosseguiu.
“Quando ele anunciou [a sua homossexualidade], foi como uma facada no meu coração. Quando assumimos algo assim temos de ter a noção que este tipo de coisas afeta sempre as pessoas que nos rodeiam, incluindo a ex-mulher com quem tivemos um filho [David]. Hoje sinto que fui usada durante o casamento. Sinto-me como se tivesse desperdiçado os melhores anos da minha vida. Faço-me muitas perguntas: será que ele foi honesto comigo? Mas há algo ainda mais importante que não me sai da cabeça: será que ele me amava? Confiei nele cegamente. A palavra dele era como uma espécie de lei para mim.”, concluiu.







