A F1 2026 enfrenta uma situação inédita em 2026. As próximas duas corridas previstas para o Médio Oriente foram oficialmente canceladas devido à escalada de tensão na região, criando uma pausa inesperada no calendário da temporada. Os organizadores confirmaram que tanto o GP do Bahrain como o GP da Arábia Saudita não se irão realizar. A deicsão, por si só, já é surpreendente, mas ainda mais fica quando é tomada com o GP da China F1 2026 a decorrer e depois de uma grande estreia na pole.
Decisão tomada por razões de segurança
A decisão foi tomada pela FIA em conjunto com a Formula One Management, após análise da situação geopolítica no Médio Oriente. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, confirmou que a segurança foi o fator decisivo. Segundo o dirigente, a prioridade da federação é garantir o bem-estar de todos os envolvidos na competição:
“O nosso dever é colocar a segurança e o bem-estar da comunidade da Fórmula 1 em primeiro lugar”, explicou Ben Sulayem, sublinhando que a decisão foi tomada em coordenação com promotores locais e entidades desportivas da região.
It’s confirmed. Bahrain and Saudi Arabian Grand Prix CALLED OFF.
— deni (@fiagirly) March 14, 2026
NO SUBSTITUTE RACES. There will be a 5 week gap in between Japan and Miami. https://t.co/f124N6dbwT
Um calendário inesperadamente interrompido
Com os cancelamentos confirmados, a F1 2026 ficará sem corridas durante a totalidade do mês de abril. A pausa começa após o GP do Japão, marcado para 29 de março, e prolonga-se até ao Grande Prémio de Miami, que está agendado para 3 de maio. Inicialmente, a organização analisou várias alternativas para preencher esse espaço no calendário. No entanto, acabou por concluir que não existiam opções logísticas viáveis num prazo tão curto. A decisão evita mudanças apressadas na logística de equipas e promotores, mas altera significativamente o ritmo competitivo da temporada. A somar a isso, não deixa de ser surpreendente esta decisão, tendo em conta que existam várias possibilidades em aberto.
Impacto financeiro também entra em jogo
Contas feiras, não restam dúvidas que os dois Grandes Prémios cancelados estão entre os mais lucrativos da temporada F1 2026. O Bahrain paga cerca de 40 milhões de libras por temporada para receber a prova, enquanto a Arábia Saudita contribui com valores ainda superiores — cerca de 60 milhões de libras por ano.
Além disso, o campeonato conta com o patrocínio da petrolífera estatal saudita Aramco, uma parceria avaliada em aproximadamente 40 milhões de libras por temporada. Apesar do cancelamento da corrida, este acordo comercial deverá manter-se inalterado.
A logística também já estava em marcha: cerca de três mil profissionais da F1 2026 preparavam-se para viajar para a região, com o transporte de monolugares e equipamentos previsto para começar nos próximos dias.
🚨 Official: the Bahrain & Saudi Arabia GPs have been cancelled.
— MV33Racing🏎 (@MV33Racing) March 14, 2026
Alternative options were considered, but none proved feasible.
This means the F1 calendar will have two fewer races this season. https://t.co/OiTPPU71JV pic.twitter.com/09aNNc5dXI
O que acontece agora com a temporada?
Apesar das mudanças imediatas, os responsáveis da categoria continuam atentos ao desenvolvimento da situação no Médio Oriente. Há ainda preocupações em relação a outras corridas na região, incluindo as provas no GP do Qatar e no GP de Abu Dhabi, rondas já conhecidas por habitualmente encerrem a temporada.
Para já, dentro do paddock acredita-se que ainda é cedo para tomar decisões sobre essas etapas, mas os dirigentes da F1 2026 já trabalham em cenários alternativos caso a instabilidade persista.
Para já, não restam dúvidas, o campeonato segue com uma pausa inesperada — algo raro numa era em que o calendário é cada vez mais denso. Dúvidas que também não ficam, é que esta interrupção pode mesmo acabar por influenciar o rumo de uma temporada que prometia ser uma das mais intensas dos últimos anos – pelo menos tendo em conta as duas rondas – e enquanto ainda decorre o GP da China F1 2026.




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