A F1 2026 marca um ano de novos começos, novo regulamento, nova unidade de potência e uma dupla que simboliza a transição da Mercedes para a era pós-efeito solo, ou assim todos esperam.
A Mercedes apresentou oficialmente o W17, o monolugar com que irá disputar a temporada de F1 2026, temporada essa que se espera que seja de mudança para a equipa alemã. Após vários anos a lutar para reencontrar o caminho das vitórias na era do efeito solo, sempre sem grande sucesso, a formação de Brackley deposita agora grandes expectativas no novo regulamento técnico e numa abordagem que promete ser diferente. George Russell e Andrea Kimi Antonelli voltam a ser os pilotos “de serviço”, e os responsáveis pela liderança deste novo projeto que tenta dar à equipa a luta pelo lugares cimeiros, algo que já não acontece desde o polémico final de temporada de 2021.
The new era starts here. Introducing our W17 🤍🖤 pic.twitter.com/ld0Zu6vjTv
— Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team (@MercedesAMGF1) January 22, 2026
Um lançamento discreto, mas carregado de intenção
E, ao contrário de algumas equipas rivais, a Mercedes F1 optou por uma apresentação bem mais contida, revelando apenas imagens virtuais da decoração do W17. Tal como em temporadas anteriores, o carro mostrado não corresponde ao monolugar definitivo que irá para a pista, mas sim a um modelo genérico que serve para apresentar o esquema cromático. É uma estratégia que assim permite manter em segredo as soluções aerodinâmicas e técnicas que só serão vistas mais tarde. O verdadeiro W17 deverá fazer a sua primeira aparição pública durante os testes de pré-temporada no Bahrain, já em fevereiro. Antes disso, a equipa tem agendado um dia de filmagens, que servirá como shakedown inicial, antecedendo os testes privados em Barcelona.
Hitting update on our '26 suits ☝️ @Microsoft pic.twitter.com/AgZB9Bbgi9
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O peso de um novo regulamento técnico
A temporada de 2026 inaugura uma nova era na F1, com alterações profundas ao nível das unidades de potência. Os motores passam a ter uma componente elétrica significativamente mais relevante, reduzindo o peso do motor térmico e alterando o equilíbrio de forças que marcou os últimos anos. É aqui que a Mercedes ganha alguma relevância, já que há informações que circulam há vários meses e que apontam para um avanço considerável no desenvolvimento do novo motor, algo que depressa nos remete para o que aconteceu em 2014, quando a marca alemã iniciou um período prolongado de domínio na F1 após uma grande mudança regulamentar.
Rumores recentes sugerem ainda que a Mercedes, tal como a Red Bull, em parceria com a Ford, terá identificado uma interpretação do regulamento que permite maior taxa de compressão, aumentando a eficiência da unidade de potência. Embora nada esteja confirmado, este detalhe tem alimentado a expectativa, bem como a polémica, em torno do W17.
F1 2026 has arrived 👊 Get your first look at the W17 🤩 pic.twitter.com/gV8i22De0Q
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Russell e Antonelli, continuidade e futuro
A dupla escolhida e que se mantém desde a temporada anterior, preserva a continuidade até porque, objetivamente, ambos os pilotos deixaram claros sinais de evolução, principalmente no final da temporada passada. George Russell assume-se cada vez mais como líder interno, enquanto Antonelli representa uma aposta clara no futuro, tant para a equipa como para a F1 no geral, já que tem dado provas de ser um piloto com capacidades para lutar contra os mais veteranos. A Mercedes e o seu W17 olham assim para o futuro e para a F1 2026 de forma positiva, depois de uma era marcada por consideráveis dificuldades técnicas e soluções que nem sempre funcionaram como esperado.
Putting these dates straight in our diary! 🗓️
— Formula 1 (@F1) January 18, 2026
It's a packed pre-season schedule, with Shakedown Week starting on January 26 👊#F1 pic.twitter.com/QaOSL7IUb3
O ponto de situação dos lançamentos para 2026
A Mercedes foi a quinta equipa a revelar a decoração do carro para a nova temporada de F1. Antes, Haas, Red Bull, Racing Bulls e Audi já tinham mostrado as suas propostas visuais. Nos próximos dias, Ferrari e Alpine irão apresentar os seus monolugares, encerrando a vaga de lançamentos de janeiro. Em fevereiro, será a vez de Williams, Cadillac, Aston Martin e McLaren completarem o alinhamento. Numa F1 em plena fase de transformação, fica ainda por definir a hierarquia de toda uma nova temporada que, além de equipas e pilotos, está também a deixar os fãs num verdadeiro reboliço.











