Enquanto o título ficou com Lando Norris, a temporada de 2025 ficou marcada por números impressionantes, feitos inéditos e mudanças simbólicas na hierarquia histórica da F1.
A temporada de F1 de 2025 ficará para sempre associada a um conjunto de recordes que ajudam a explicar a razão pela qual foi uma das mais ricas e complexas dos últimos anos. Apesar de Lando Norris ter conquistado o seu primeiro título mundial num desfecho decidido à última corrida, o campeonato, que nem sempre se pode dizer que foi brilhante, também foi palco de feitos históricos protagonizados por Max Verstappen, Lewis Hamilton e pela nova sensação do paddock, Kimi Antonelli. Mais do que um simples ano de transição entre regulamentos, 2025 tornou-se um ponto de viragem estatístico e simbólico na F1 moderna.
Verstappen continua a redefinir os limites
Mesmo sem conquistar o título de F1, Max Verstappen voltou a deixar a sua marca de forma profunda nos livros de recordes. O neerlandês estabeleceu um novo máximo de temporadas consecutivas com pelo menos um grand slam — pole position, vitória, volta mais rápida e liderança de todas as voltas da corrida. Com o feito repetido em 2025, passou a somar cinco épocas consecutivas com este tipo de domínio absoluto, algo nunca antes alcançado.
Outro registo impressionante, por parte do neerlandês, surgiu no GP de Itália, em Monza, onde Verstappen venceu com uma velocidade média de 250,706 km/h, a mais alta alguma vez registada por um vencedor de uma corrida de F1. Um número que além de ser um recorde, ilustra não só a eficiência aerodinâmica dos monolugares atuais, mas também a capacidade do piloto em extrair tudo do pacote técnico.
Verstappen bateu ainda o recorde de maior sequência de corridas consecutivas como líder do campeonato. A série iniciou-se no GP de Espanha de 2022 e terminou apenas no GP da Austrália de 2025, após 63 corridas seguidas no topo da classificação — um sinal claro da longevidade do seu domínio recente na F1.
Em termos acumulativos, o piloto da Red Bull ultrapassou Sebastian Vettel e passou a ser o segundo piloto com mais pontos somados na história da F1, totalizando 3444,5 pontos, dos quais 421 foram conquistados apenas em 2025.

Max Verstappen (Créditos: Rede X)
Hamilton ultrapassa Schumacher num registo simbólico
Lewis Hamilton pode ter vivido uma temporada irregular, em termos de resultados, aliás a pior temporada de sempre na ótica de muitos, mas 2025 trouxe-lhe um recorde de enorme peso histórico para a F1. O britânico tornou-se o piloto com mais temporadas consecutivas a registar pelo menos uma volta mais rápida em corrida. Com 16 épocas seguidas a conseguir esse feito — desde 2010 — Hamilton superou Michael Schumacher, com quem estava empatado em 15 temporadas consecutivas. É um recorde que demonstra a ainda presente capacidade competitiva de Hamilton, ao longo de diferentes gerações de carros e mudanças de regulamentos.

Lewis Hamilton (Créditos: Rede X)
Antonelli, o futuro que já é presente
Se Verstappen e Hamilton representaram a continuidade da excelência, Kimi Antonelli foi o grande símbolo da renovação. O jovem italiano entrou definitivamente para a história da F1 ao bater dois recordes que pertenciam a Verstappen. No GP do Japão, Antonelli tornou-se o piloto mais jovem de sempre a assinar uma volta mais rápida em corrida, com apenas 18 anos e 225 dias, superando o recorde estabelecido por Verstappen, em 2016. Ainda na mesma prova, bateu também o recorde de piloto mais jovem a liderar pelo menos uma volta numa corrida de F1, reforçando a ideia de que, muito provavelmente, estaremos perante uma das novas referências para a próxima década.

Temporada que vai além do campeão
Embora o título de Lando Norris tenha sido o grande destaque mediático, os recordes batidos em 2025 ajudam a perceber porque esta temporada foi tudo menos banal, mesmo com os seus altos e baixos. Entre a consolidação de Verstappen como figura histórica, a capacidade de Hamilton continuar a escrever capítulos relevantes na sua carreira, mesmo nos maus momentos e a afirmação precoce de Antonelli, os números não enganam, a temporada de F1 2025 viveu um raro equilíbrio entre passado, presente e futuro.











