Vizinhos relatam episódios de violência e barulhos suspeitos durante a noite em que Francisca desapareceu. Polícia Judiciária ainda não avançou com diligências no local.
A família de Francisca, jovem desaparecida desde 20 de junho, está revoltada com a ausência de buscas por parte das autoridades na quinta onde vivia com Luís, o namorado e principal suspeito no caso. O imóvel, situado numa zona rural nos arredores de Lisboa, pertence à família de Luís, que ali residiu com os pais até se mudar para a capital. Após o regresso, terá passado a partilhar a casa com a irmã, também ela vítima de alegada violência doméstica.
De acordo com declarações ao Correio da Manhã, António, irmão de Francisca, mostra-se surpreendido com a passividade da Polícia Judiciária. “A minha irmã nunca deixava de ligar à família. Estava feliz, acreditava que ia casar com o Luís. E agora ninguém sabe onde está”, desabafa, recordando as “mentiras” do companheiro da jovem e sublinhando a urgência de realizar buscas ao terreno.
Moradores denunciam comportamento suspeito
Os vizinhos reforçam o clima de preocupação. Relatam que ouviram barulhos estranhos durante a noite do desaparecimento e viram movimentações suspeitas junto ao caixote do lixo, onde Luís terá depositado roupa. Segundo os mesmos relatos, o homem estava “visivelmente perturbado e inquieto”.
As acusações não se ficam por aqui. Os moradores denunciam episódios anteriores de violência, afirmando ter assistido a agressões físicas contra Rita, irmã de Luís. “Vimo-la a ser espancada e apedrejada. Ligámos para a polícia, mas nunca vieram”, acusam.
Quinta com áreas inacessíveis
Outro dado que intriga os familiares de Francisca é o facto de existirem áreas da quinta fechadas à chave e que, até ao momento, não foram alvo de qualquer verificação. “Não se compreende como é que, passado tanto tempo, ainda não houve uma única busca ao local onde ela vivia”, critica a família, num apelo direto à Polícia Judiciária para que tome medidas urgentes.
Francisca continua desaparecida há mais de um mês. Até ao momento, não há qualquer rasto ou desenvolvimento significativo sobre o seu paradeiro.







