Treinador dos dragões fez a antevisão do duelo com o Famalicão
O FC Porto venceu os dois últimos encontros do campeonato com alguma dificuldade, mas Farioli garante que não há motivo para alarme.
“O jogo tem 90 minutos e é igual marcar no primeiro ou no último. Os resultados iniciais elevaram as expectativas. Sentir que temos de ganhar sempre 2-0 ou 3-0… Mas não é assim.”.
O técnico sublinhou que todas as competições apresentam desafios complexos. “No campeonato, na Europa, na Taça, os jogos são muito complicados. Há uns que desbloqueamos cedo, mas noutros temos de lutar e competir até ao fim. Já falei disto algumas vezes, acho que foi construída uma narrativa que não é saudável. Os nossos rivais, bem como os meios de comunicação, querem deitar o FC Porto abaixo. Mas o que nós queremos é ver a equipa unida. Vamos enfrentar as dificuldades como uma família, a família portista.”, garantiu.
O treinador apelou ainda ao apoio dos adeptos nesta fase. “E quando estamos com essa mentalidade, podemos defrontar qualquer adversário em qualquer circunstância. É o momento para estarmos unidos, em que precisamos dos nossos adeptos, para continuarmos a lutar tal como fizemos desde o início da época.”, acrescentou.
Questionado sobre a possibilidade de a equipa perder identidade após uma abordagem tática diferente nos últimos jogos, foi perentório: “É muito claro o que queremos fazer. Sermos dominantes, ter bola no terço ofensivo, pressionar alto. Somos os melhores em todas as estatísticas relacionadas com a agressividade defensiva. Mas os jogos podem colocar diferentes cenários. E, para mim, uma equipa grande precisa de ter a capacidade de mudar de face consoante o tipo de jogo.”
O técnico recordou o encontro com o Braga como exemplo dessa flexibilidade: “Se tivéssemos sido mais eficazes, poderíamos ter feito dois ou três golos. Não o fizemos. Depois, com a coragem e a maneira do Braga jogar, obrigaram-nos a defender mais baixo. Mas mesmo assim, senti que o espírito de equipa esteve lá, algo que tem de estar no ADN do FC Porto”.
Para o treinador, a adaptabilidade é uma virtude e não uma fragilidade. “Precisamos de uma flexibilidade que nos permita ser camaleónicos. E a isso não chamo falta de identidade, chamo capacidade de nos adaptarmos. Se formos pelos estudos, vemos que as equipas bem-sucedidas são as que se adaptam aos diferentes cenários.”, conclui.










