O FC Porto sofreu, lutou e venceu no D. Afonso Henriques (1-0), mantendo a marcha triunfal na liderança da Liga Betclic.
No final do encontro, o técnico italiano Francesco Farioli não escondeu o orgulho pela capacidade de sofrimento dos seus jogadores, utilizando uma metáfora social para descrever o ADN do atual líder do campeonato.
“Tivemos a capacidade de sofrer. Ninguém é super-herói. Somos uma equipa de trabalhadores e estamos muito orgulhosos por representar a classe trabalhadora”, afirmou o treinador à Sport TV, sublinhando a importância de ter conquistado 30 pontos em 10 jogos fora de casa.
A hierarquia quebrada: Por que foi Varela a bater?
Um dos momentos mais curiosos da partida ocorreu aos 85 minutos. Na ausência de Samu (que já tinha falhado um penálti), a hierarquia apontava para o jovem William Gomes, de 19 anos. Contudo, foi o capitão Alan Varela quem assumiu a responsabilidade.
Farioli explicou os bastidores da decisão: “Na hierarquia, o batedor era o William. Mas o Alan veio ao banco com esse feeling… Era muito peso para um jogador de 19 anos e ele tomou a responsabilidade. O William não se importou, foi um gesto de equipa. O William foi o primeiro a ir celebrar com o Alan”, revelou o técnico, elogiando a personalidade do médio argentino.
O “perdão” a Samu e o muro Diogo Costa
Sobre o penálti falhado por Samu na primeira parte, Farioli desvalorizou o erro e revelou um momento de cumplicidade no balneário.
“O Samu pediu-me desculpa no final do jogo e eu disse-lhe que não havia nada pelo qual pedir desculpa. Os erros fazem parte. Ele sentiu o calor desse erro, mas melhorou muito na segunda parte”, explicou, lembrando que o avançado ainda é um jovem em processo de maturação.
O técnico destacou ainda a solidez defensiva, lembrando que este foi o 14.º jogo sem sofrer golos na temporada, com uma vénia especial a Diogo Costa: “O Diogo também ajudou muito com algumas defesas boas. Temos de estar muito felizes”.
O FC Porto segue agora com sete pontos de vantagem sobre o Sporting, cimentando uma liderança que, para Farioli, se constrói com suor e espírito de grupo, longe de individualismos heroicos.











