O Porto prepara-se para um embate decisivo frente ao Nottingham Forest, referente à segunda mão dos quartos de final da Liga Europa. Na antevisão ao encontro, Francesco Farioli mostrou confiança na equipa e deixou pistas sobre as soluções para colmatar a ausência de Martim Fernandes.
Farioli aponta Pablo Rosario como solução para a lateral-direita
O técnico dos dragões destacou a preparação da equipa e sublinhou o respeito pelo adversário, sem abdicar da ambição de garantir um lugar nas meias-finais da competição. Além disso, Farioli revelou detalhes sobre as opções para substituir o jovem lateral português.
Expectativas para o jogo? Sente a equipa confiante?
“Penso que estamos da forma certa. Mentalmente e fisicamente não poderíamos estar melhor. O trabalho destes dias tem sido muito positivo. Sabemos o nível do adversário que vamos enfrentar, sabemos das dificuldades que teremos pela frente. Teremos de ter muito respeito, mas por outro lado temos o desejo claro de jogar todas as nossas cartas.”
Porto e Nottingham já não se podem surpreender nesta altura?
“Jogar aqui deu-nos uma boa ideia daquilo que será o ambiente. Pelo menos conhecemos o que nos espera. O impacto dos adeptos, do ambiente que vamos encontrar… O facto de termos feito já dois jogos dá-nos uma boa ideia das qualidades individuais dos jogadores e ajuda no trabalho que temos feito. Em relação ao cenário tático, acredito que ainda podem existir mudanças amanhã devido ao facto de, quando jogámos aqui a primeira vez, era o Sean Dyche que aqui estava. Entretanto, chegou o Vítor [Pereira], e amanhã esperamos algumas mudanças e temos de estar preparados. Há elementos que nos deixam confortáveis, mas há sempre a necessidade de estarmos totalmente preparados para alterações.”
Tendo em conta a situação do Alberto, há algum plano?
“A solução pode ser o Pablo [Rosario]… Tem-nos ajudado em várias posições e também como lateral-direito. É uma das soluções mais lógicas. Mas claro que há outras possibilidades.”
No final do jogo com o Estoril, Moffi e Francisco Moura estiveram mais próximos dos adeptos. Isso pode ser decisivo?
“Falou de um episódio que, honestamente, me deixou muito feliz. Primeiro, pelo facto de o Francisco e o Terem serem dois rapazes que dão tudo o que têm. O Terem [Moffi] vinha de um jogo onde cometeu alguns erros, o Francisco viveu um período que não foi fácil. E é importante ter toda a gente a bordo nesta reta final. E o que me deixou ainda mais feliz foi a iniciativa de deixar os jogadores junto aos adeptos. E isso diz muito do ambiente onde estamos. Todas as pessoas que têm um papel essencial, por vezes, fazem-no de forma invisível. Como o Thiago diz, é o trabalho de toda a gente. Isso não garante troféus, mas ajuda-nos a estar mais perto do sucesso. E isso diz muito da família portista. O espírito, o desejo e a participação de toda a gente que é próxima da equipa. É isto que precisamos nesta altura”.
Porto deu, na Amoreira, um passo importante. Sente que foi o que era preciso nesta fase decisiva?
“Acho que uma boa exibição ajuda sempre a construir os níveis de confiança, mas desde o início da época temos essa exigência. Jogo após jogo… Competições diferentes, adversários diferentes, táticas diferentes… A capacidade que os jogadores têm de reajustar consoante o tipo de jogo que vão jogar é muito positiva. Mas acima de tudo está o espírito, a coesão, a fome, o desejo de entrar em campo e dar tudo. O jogo com o Famalicão não correu como queríamos, mas foi um ponto menos positivo numa época que tem sido muito positiva. Temos a intenção de lutar por tudo, porque estamos a trabalhar a um nível que nos permite ter essa ambição”.
Porto não vence em Inglaterra há 24 jogos. Isso entrou na preparação?
“Pode ser o caso… Mas aqui não queremos bater recordes, queremos escrever uma página importante na história do Porto. Queremos que os nossos adeptos fiquem felizes. O apoio que estamos a receber dos nossos adeptos não é normal. No último jogo, havia 2 mil pessoas junto ao autocarro, amanhã o estádio estará novamente cheio. Frente ao Famalicão, o estádio estava totalmente azul… Claro que isso é bom, mas a prioridade é disputar um grande jogo, fazer uma grande exibição e, se tivermos a oportunidade de seguir em frente, é por isso que jogamos”.
Tem feito uma gestão intensiva de quase todos os jogadores, mas o Bednarek foge à regra. Qual o segredo dele?
“É um jogador que se habituou a estar com certas cargas e isso é um fator importante. Temos abordagens individuais com todos os jogadores. Não é segredo, mas acredito que ainda mais importante do que um jogador de futebol é ser-se um atleta, ter as condições para conseguir ter uma boa performance em campo. Acredito que esse é o aspeto mais importante para ter a atitude certa no relvado. Fisicamente e mentalmente, isto é muito exigente. Abordamos todos os jogos para ganhar, tentamos controlar todos os jogos, tentamos ser os protagonistas e ter muita bola. Estamos a jogar assim há 7 ou 8 meses e claro que isso nos força a tomar algumas decisões, dar algum descanso aos jogadores. E acho que até agora tem corrido bem. Vamos ver se nos mantemos assim ou se será preciso mudar alguma coisa”.
É possível retirar do jogo no Dragão, ainda na fase regular, algo que possa dar ao FC Porto amanhã o resultado que procura?
“As duas coisas que podemos tirar do jogo de outubro é o facto de já termos jogado aqui e sabermos o que esperar do ambiente e também dos jogadores. A diferença entre o Sean Dyche e o Vítor Pereira… Estamos a falar de duas abordagens completamente diferentes, de dois estilos de futebol completamente diferentes. É impossível comparar. Desde a chegada do Vítor, a variabilidade do Nottingham é gigante. Olhando para os últimos dois jogos contra nós, jogaram com três centrais, com o Vítor fizeram-no com uma linha de quatro. A pressão também mudou… Há pouca informação, mas o jogo de amanhã será totalmente diferente daquele que aconteceu em outubro, bem como o da semana passada no Dragão”.
O FC Porto fez dois jogos intensos frente ao Nottingham. Surpreende a forma da equipa na Premier League?
“Há muitas coisas que podem acontecer durante a temporada. O valor real da equipa do Nottingham, para mim, está mais próximo daquilo que fizeram na última época. Disputaram o top’5 até ao fim da época e reforçaram-se muito nos últimos dois mercados. Investiram muito em jogadores que muitas equipas tentaram contratar. E isto diz muito em relação ao adversário que vamos defrontar e às qualidades individuais. Claro que com tantas mudanças de treinador não é possível ganhar o ritmo, mas desde a chegada do Vítor que se vê um caminho claro. Resultados bons contra adversários muito fortes, fizeram-no contra o Aston Villa. E, naturalmente, isso tem de merecer a nossa atenção e, em simultâneo, deixar-nos confiantes. O jogo no Dragão provou que, quando estamos no nosso melhor, conseguimos competir contra uma equipa da Premier League”.
O FC Porto fez dois jogos intensos frente ao Nottingham. Surpreende a forma da equipa na Premier League?
“Há muitas coisas que podem acontecer durante a temporada. O valor real da equipa do Nottingham, para mim, está mais próximo daquilo que fizeram na última época. Disputaram o top’5 até ao fim da época e reforçaram-se muito nos últimos dois mercados. Investiram muito em jogadores que muitas equipas tentaram contratar. E isto diz muito em relação ao adversário que vamos defrontar e às qualidades individuais. Claro que com tantas mudanças de treinador não é possível ganhar o ritmo, mas desde a chegada do Vítor que se vê um caminho claro. Resultados bons contra adversários muito fortes, fizeram-no contra o Aston Villa. E, naturalmente, isso tem de merecer a nossa atenção e, em simultâneo, deixar-nos confiantes. O jogo no Dragão provou que, quando estamos no nosso melhor, conseguimos competir contra uma equipa da Premier League”.










