Rodrigo Mora entrou na temporada com expectativas elevadas, mas cedo percebeu que o caminho não seria tão linear quanto muitos antecipavam. Entre frustrações iniciais, mudanças de papel e menos protagonismo direto, o jovem talento do Porto acabou por transformar um período de adaptação numa época de crescimento que terminou com a conquista do campeonato.
De promessa explosiva a jogador mais completo
Depois de uma estreia impactante, Rodrigo Mora arrancou a nova época num contexto bem diferente. A transferência milionária para o Al Ittihad caiu por terra, o protagonismo imediato desapareceu e Francesco Farioli obrigou o jovem a adaptar-se a novas exigências táticas, longe da função onde mais tinha brilhado.
O modelo do técnico italiano não abria espaço natural para um segundo avançado, obrigando Mora a reinventar-se. Médio, extremo e até ponta-de-lança em momentos específicos, o jovem perdeu peso estatístico no campeonato, mas ganhou novas ferramentas no jogo, desde compromisso defensivo até leitura coletiva e versatilidade.
Crescimento e mercado atento
Apesar de números menos exuberantes na Liga Portugal, Rodrigo Mora continuou a mostrar impacto, sobretudo na Liga Europa, onde somou três golos e uma assistência. No campeonato, também deixou marca em momentos decisivos, como no triunfo frente ao Braga, confirmando que continuava a ser capaz de aparecer quando a equipa mais precisava.
Aos 18 anos, o criativo termina a temporada como campeão nacional, mais maduro e mais preparado para o futuro. Blindado com uma cláusula de 70 milhões de euros e seguido por vários tubarões europeus, Rodrigo Mora pode até continuar no Porto, mas uma certeza parece instalada: saiu desta época muito mais jogador do que entrou.











