Francesco Farioli continua à espera de reforços para completar o plantel do FC Porto. O treinador italiano pretende a chegada de um lateral esquerdo e de um ponta de lança antes do fecho do mercado, mas André Villas-Boas mantém a intenção de esperar pelo momento mais favorável para fechar negócios sem comprometer o equilíbrio financeiro do clube.
Estratégia passa por esperar
A direção portista acredita que a aproximação ao encerramento da janela de transferências poderá levar os clubes vendedores a reduzir as exigências financeiras, permitindo atacar os principais alvos em condições mais vantajosas. A ideia é garantir jogadores capazes de acrescentar qualidade imediata, evitando investimentos considerados excessivos nesta fase do mercado.
Essa estratégia não é inédita no Dragão. No verão passado, o FC Porto esperou pelo momento certo para negociar Jakub Kiwior com o Arsenal, assegurando inicialmente a chegada do internacional polaco por empréstimo, antes de exercer a opção de compra no final da temporada por cerca de 17 milhões de euros.
João Souza continua na mira
O principal alvo para reforçar a lateral esquerda continua a ser João Souza. O jovem brasileiro, atualmente no Tottenham, continua sem espaço nas opções de Roberto De Zerbi, mas o clube inglês não admite negociar o jogador por um valor inferior a 20 milhões de euros.
Perante esse cenário, o FC Porto estuda duas possibilidades. A primeira passa pela compra imediata do defesa, enquanto a segunda prevê um empréstimo com obrigação de compra, permitindo diluir o investimento ao longo do tempo, numa operação semelhante à realizada com Kiwior.
A gestão financeira continua a ser determinante na abordagem portista ao mercado. Apesar da ambição em reforçar o plantel, André Villas-Boas pretende evitar “loucuras” financeiras e garantir que qualquer investimento seja sustentável para o clube.
Depois da conquista da Supertaça, Farioli reconheceu que ainda existem posições a reforçar, mas admitiu que o contexto financeiro obriga o FC Porto a ser criativo. O treinador italiano salientou que o objetivo passa por fechar o mercado com um plantel capaz de competir pela Liga, pela Liga dos Campeões e pelas restantes competições, encontrando soluções que conciliem qualidade desportiva e equilíbrio económico.










