O FC Porto apresentou queixa em tribunal contra Fernando Madureira, que esteve na Madeira em vésperas do jogo com o Nacional. A participação formal junto da Justiça ocorre poucos dias após o antigo líder da claque ter abandonado o estabelecimento prisional. O processo foi submetido esta semana para análise urgente das instâncias judiciais competentes.
Imagens mostram “Macaco” junto ao estádio e à Loja Azul
O clube questionou formalmente a Justiça sobre a possível violação das medidas de coação aplicadas ao arguido, após este ter sido visto no Estádio do Dragão e na Loja Azul. Fernando Madureira está proibido de aceder ou permanecer em recintos desportivos ou locais relacionados com o fenómeno desportivo do FC Porto. As gravações mostram o ex-chefe da claque à conversa com vários elementos dos Super Dragões.
Fernando Madureira foi libertado a 6 de fevereiro, após ter esgotado o prazo de prisão preventiva no âmbito da Operação Pretoriano. O arguido foi condenado a três anos e quatro meses de prisão, mas a sentença ainda não transitou em julgado. Para além da proibição de frequentar locais ligados ao clube, o antigo líder tem de se apresentar regularmente às autoridades.
Viagem à Madeira gera novas suspeitas
No passado sábado, Fernando Madureira viajou para a Madeira acompanhado pela mulher, Sandra Madureira. A deslocação aconteceu precisamente no dia em que o FC Porto jogou no estádio do Nacional da Madeira, na Choupana. Este episódio junta-se agora aos factos relatados pelo clube azul e branco para análise do Ministério Público e do tribunal.
O ex-líder da claque permanece sob Termo de Identidade e Residência e tem a obrigação de se apresentar duas vezes por semana num posto policial. O tribunal terá agora de decidir se a presença junto à Loja Azul e à zona envolvente do Dragão constitui um crime de desobediência. O processo da Operação Pretoriano continua assim a gerar novos desenvolvimentos judiciais.








