Desde a lesão de Samu, só três dos avançados fizeram o gosto pé
O FC Porto desperdiçou uma oportunidade clara de ganhar vantagem na eliminatória frente ao Nottingham Forest, na UEFA Europa League, muito por culpa da ineficácia no momento da finalização. Logo no primeiro minuto, Moffi falhou uma ocasião flagrante, tal como Borja Sainz aos sete minutos e Deniz Gul já na segunda parte, aos 70’. Lances que poderiam ter colocado os dragões em posição confortável, mas que acabaram por evidenciar um problema que se tem vindo a acentuar: a falta de eficácia dos homens da frente.
Apesar de uma exibição globalmente positiva e de um volume ofensivo considerável, os azuis e brancos não conseguiram traduzir esse domínio em golos. Os números ajudam a ilustrar essa realidade. Desde a lesão de Samu, principal referência ofensiva da equipa, apenas metade dos avançados disponíveis tem conseguido marcar. Nos últimos 11 jogos, o FC Porto apontou 20 golos, sendo que apenas 10 foram da autoria de jogadores do ataque — e distribuídos por apenas três atletas.
William Gomes destaca-se claramente neste cenário, com cinco golos nesse período. Pietuszewski soma três e Moffi contribuiu com dois. Já Pepê, presença habitual no onze, não marca desde 18 de dezembro. Borja Sainz, por sua vez, não festeja desde a deslocação a Alverca, quatro dias depois. Deniz Gul também atravessa um período menos produtivo, tendo o seu último golo ocorrido a 22 de janeiro, num empate em Plzen.
O caso de Gul ganha maior relevância por ter assumido o papel de substituto direto de Samu após a lesão do espanhol. Apesar de ser elogiado por Francesco Farioli pela sua capacidade de ligação e retenção de bola em zonas adiantadas, o jovem avançado turco, de 21 anos, tem revelado dificuldades no aspeto mais decisivo da sua função: marcar golos.
Também Moffi, reforço de inverno, não escapa às críticas. Embora já tenha marcado por duas vezes, o impacto tem sido irregular. O primeiro golo surgiu já nos instantes finais frente ao Arouca, com o resultado praticamente resolvido, enquanto o segundo teve maior relevância, ao abrir caminho para uma vitória diante do Estugarda. Ainda assim, o internacional nigeriano leva cinco jogos consecutivos sem marcar, três deles como titular.
Na recente receção ao Nottingham Forest, Moffi foi alvo de contestação por parte dos adeptos, especialmente aquando da sua substituição, num momento em que demorou a abandonar o relvado e acabou assobiado.
Neste panorama, William Gomes surge como a principal exceção. O extremo brasileiro mantém um ritmo goleador elevado e já soma 13 golos na temporada, assumindo-se como o segundo melhor marcador da equipa. Com uma média de um golo a cada 139 minutos, tem sido uma das poucas garantias ofensivas dos dragões.










