Poder de fogo dos dragões em queda em 2026
O início de 2026 não tem sido propriamente entusiasmante para o FC Porto no capítulo ofensivo. Apesar de três triunfos em quatro partidas — a única exceção foi o empate alcançado na Chéquia —, a equipa azul e branca tem mostrado dificuldades claras na finalização, com números que contrastam com a primeira metade da temporada.
Nos encontros frente a Plzen, Vitória de Guimarães, Benfica e Santa Clara, o conjunto orientado por Farioli conseguiu apenas um golo. Em Guimarães, refira-se, o tento surgiu apenas da marca dos onze metros. Um registo curto que se reflete de forma direta na média de golos: até ao final de dezembro, os dragões apontavam 2,15 golos por jogo; em 2026, esse valor caiu para apenas um.
Curiosamente, a menor eficácia não resulta de uma quebra significativa na produção ofensiva. O número de remates enquadrados com a baliza mantém-se muito próximo do registado na primeira metade da época e, no último jogo, chegou mesmo a ser superior, com oito tentativas certeiras, beneficiando ainda da superioridade numérica durante toda a segunda parte.
No final da partida, as vozes do balneário foram unânimes no diagnóstico. Diogo Costa não escondeu a frustração e apontou falhas na tomada de decisão nos momentos decisivos. “Muito sinceramente, já vindo dos últimos jogos, andamos a pecar no último terço. Estamos a decidir mal dentro da área e a demorar a isolar o último homem”, assumiu o guarda-redes. Também Bednarek, capitão de equipa, sublinhou a necessidade de elevar o nível perto da baliza adversária, defendendo “mais qualidade no último terço”.
O próprio Farioli reconheceu que a equipa “não atacou com a qualidade habitual”, confirmando que os problemas estão identificados internamente. O desafio, porém, é encontrar soluções rapidamente, já que o calendário não abranda. Dentro de dois dias, os dragões voltam a entrar em campo, desta vez para defrontar o Gil Vicente.










