O Clássico no Estádio do Dragão teve de ser interrompido por volta dos 33 minutos da primeira parte, após uma ação coordenada das claques portistas ter deixado o relvado sem quaisquer condições de visibilidade.
“Muro” de fumo trava o FC Porto – Sporting e Diogo Costa dá o alerta
O incidente começou na bancada dos Super Dragões, onde a deflagração de dezenas de tochas e potes de fumo criou uma nuvem densa que rapidamente invadiu as quatro linhas. A situação tornou-se crítica em segundos, impedindo jogadores e equipa de arbitragem de acompanhar a trajetória da bola.
O guarda-redes Diogo Costa – que é um amuleto do FC Porto nestes jogos – foi o primeiro a demonstrar a sua impossibilidade de continuar, avisando prontamente o banco de suplentes e o árbitro Luís Godinho de que a visibilidade era nula na sua área de jurisdição. Perante o cenário, o juiz da partida não teve alternativa senão interromper o Porto – Sporting, protegendo a integridade da competição.
Os factos da interrupção:
- Minuto: 33′
- Duração da paragem: Aproximadamente 3 minutos.
- Causa: Utilização massiva de pirotecnia (tochas e potes de fumo) na bancada sul.
- Interveniente principal: Diogo Costa sinalizou a falta de condições.
Protestos e reatamento do Porto – Sporting sob ambiente tenso
Apesar de o fumo ainda persistir em várias zonas do terreno, Luís Godinho ordenou o reatamento da partida cerca de três minutos depois. A decisão foi acompanhada por uma onda de protestos e assobios vindo de outros setores do estádio, com os adeptos a manifestarem o seu desagrado pela interrupção do ritmo de jogo e pela persistência da má visibilidade.
Este episódio de comportamento das claques no Porto – Sporting deverá resultar em processos disciplinares e multas pesadas para o FC Porto, numa altura em que o controlo da pirotecnia nos estádios portugueses volta a estar no centro do debate. O jogo prossegue agora com os ânimos exaltados e com o cronómetro a marcar o tempo de compensação que terá de ser recuperado no final da primeira parte.








