Dragões procuram vantagem que tem sido sinónimo de festa
O FC Porto entra em campo frente ao Tondela com a oportunidade de estabelecer uma vantagem de cinco pontos sobre o Sporting no fecho da 13.ª jornada. Para isso, só a vitória interessa — algo que tem sido habitual nesta edição da Liga, onde os dragões somam 11 triunfos e apenas um empate. O encontro reserva ainda uma curiosidade inédita: será o primeiro confronto entre dois treinadores italianos no campeonato português. Cristiano Bacci, de 50 anos, natural de Viareggio, mede forças com Francesco Farioli, de 36 anos, nascido em Barga, localidades separadas por pouco mais de 60 quilómetros.
É certo que ninguém se sagra campeão tão cedo, mas há um dado histórico que joga a favor dos portistas: sempre que chegaram à 13.ª ronda deste século com cinco ou mais pontos de vantagem, acabaram por levantar o troféu no final da época. Uma circunstância rara, alcançada apenas por José Mourinho (duas vezes), Jesualdo Ferreira (também duas vezes) e André Villas-Boas.
O exemplo mais recente remonta a 2010/11, época marcada pela caminhada irrepreensível da equipa orientada por Villas-Boas. Nessa temporada, o FC Porto atingiu a 13.ª jornada com 35 pontos, oito a mais do que o Benfica, numa Liga então composta por 30 jornadas. A campanha terminaria sem derrotas — 27 vitórias e três empates — e com um título conquistado de forma categórica, concluído com 17 pontos de vantagem sobre os encarnados. A vitória por 2-1 na Luz, a 3 de abril de 2011, com golos de Guarín e Hulk, ficou célebre pela celebração portista em pleno relvado, apesar das luzes desligadas e dos aspersores ligados.
Antes disso, Jesualdo Ferreira já havia assinado duas temporadas marcantes. Em 2007/08, levou os azuis e brancos à 13.ª jornada com 35 pontos e um notável avanço de 10 pontos sobre o Benfica, coroando depois a superioridade com a conquista do título. No ano anterior, 2006/07, chegara a esta fase com cinco pontos de margem sobre o Sporting; apesar de uma luta intensa até ao fim, o FC Porto acabaria novamente campeão, desta vez pela margem mínima.
Voltando ainda mais no tempo, as épocas de 2002/03 e 2003/04, sob o comando de José Mourinho, consolidaram o início da hegemonia portista neste século. Primeiro com sete pontos de vantagem sobre o Benfica à 13.ª jornada, depois com cinco pontos sobre o Sporting no ano seguinte, os dragões acabaram por garantir o título em ambas as ocasiões.
Agora, com um início de temporada praticamente irrepreensível, Francesco Farioli procura juntar o seu nome a este grupo restrito de treinadores que marcaram a história recente do clube. É verdade que ninguém vence campeonatos em dezembro, mas chegar ao fim da 13.ª jornada com cinco pontos de avanço tem sido, para o FC Porto, um excelente presságio.









