Líder azul e branco este presente no 25.º aniversário da Casa do FC Porto
André Villas-Boas marcou presença nas celebrações do 25.º aniversário da Casa do FC Porto de Vale de Cambra, onde destacou a importância do momento e fez uma análise à atualidade azul e branca.
O presidente portista sublinhou o simbolismo da data: “Aniversário? Um momento importante para esta Casa, para todos os que apoiam o FC Porto. São 25 anos, é um aniversário muito especial. 25 anos de dedicação ao FC Porto e é importante para nós registar estes momentos num dia onde publicamos também o recente crescimento associativo do FC Porto”.
Villas-Boas falou ainda do novo ciclo competitivo: “Um ciclo bastante exigente a nível de calendário, diversos jogos das diversas competições. O compromisso do FC Porto é com a vitória e tem sido esse o compromisso desta equipa, que nos tem encantado com o seu foco e sentido de responsabilidade, desde o início. Temos dado passos bons e importantes, mas ainda há um longo caminho a percorrer até ao título [nacional] e a vários títulos. Pés bem assentes no chão, continuar a apoiar a equipa nesta fase. Agradecer também aos sócios o apoio que nos têm dado, particularmente no Dragão”.
Reunião com Pedro Proença e os presidentes dos grandes
Questionado sobre o encontro entre Pedro Proença e os líderes de Benfica, Sporting, Sp. Braga e FC Porto, Villas-Boas frisou que a reunião decorreu num clima construtivo e que o tema central foram as receitas provenientes de apostas desportivas internacionais.
“Não vamos para a sede da Federação Portuguesa de Futebol para andarmos à luta uns com os outros. Foi cordial. Agora temos interesses maiores e uma promessa muito específica relativamente às apostas desportivas em ligas internacionais que queremos ver clarificadas. Foi isso que o presidente da Federação fez e aguardemos que cumpra com a sua palavra”.
O presidente do FC Porto realçou que, apesar de os quatro clubes presentes não representarem todas as SAD da Liga, procuram defender os interesses comuns:
“Um encontro construtivo, digamos que um reencontro destes quatro presidentes com o presidente da FPF. Relativamente a um tema muito específico, as receitas provenientes das apostas desportivas em ligas internacionais. Uma promessa feita pelo candidato Pedro Proença enquanto candidato, e que os clubes entenderam fazer um ponto de situação sobre essa questão. Evidentemente, depois tocam-se em outros temas. Não muito profundamente porque o tempo era curto. Ficámos esclarecidos relativamente às intenções da FPF sobre este tema, que era importante. Como pode calcular, são quantias relevantes para o futebol português, que o futebol português quer ver aplicadas nas medidas certas. Foi discutido o modo como se podem acionar essas receitas e o modo como podem vir a ser distribuídas. Evidentemente, há um aspeto importante. Estes quatro clubes não representam o universo dos clubes da liga profissional, mas defendem-no com os mesmos interesses. As receitas das apostas nos campeonatos profissionais estão centralizadas na liga, e o nosso objetivo é, se houver novas receitas, como iriam ser distribuídas e defender os interesses dos clubes. Não somos representativos de ninguém. Sabemos da importância que temos no panorama nacional, bem como os três grandes e o Sp. Braga também. E agora vamos debater isto com os restantes clubes”, destacou o líder portista.
Relação com Varandas e o tema da arbitragem
Villas-Boas comentou também o contacto recente com Frederico Varandas, presidente do Sporting, num contexto marcado por tensões públicas entre os clubes.
“Há um posicionamento muito claro de cada um dos presidentes relativamente à defesa dos seus interesses. Eu sou responsável pelos do FC Porto e ele pelos do Sporting. A partir deste momento, há uma defesa dos interesses do futebol português e dos seus clubes e sociedades. E isso é uma premissa para termos uma responsabilidade maior em defender os interesses do futebol português, nomeadamente à medida que nos aproximamos da centralização dos audiovisuais. É importante estabelecer metas, ter critérios e estratégias para valorizar o futebol português. Nesta fase, vivemos recentemente um clima bastante tenso, de ataques de parte a parte. Há um clarificar das situações e vamos ver como as relações progridem daqui para a frente.”
Quanto à arbitragem, o líder portista referiu que houve esclarecimentos, mas não garantias: “relativamente aos lances, à situação atual da arbitragem. Claro está que nestes tempos recentes temos constatado a transparência com a qual o CA e o seu presidente querem atuar. E o seu diretor técnico nacional. Iremos ver como são os desenvolvimentos nas próximas jornadas e se há melhorias relativamente à arbitragem. Melhores critérios, decisões, ter alguma uniformidade. O que o FC Porto entende é que não há uniformidade de critérios, há dualidade. E depois parece-me evidente que não há uma forma clara de comunicar com a opinião pública. No nosso entendimento, há determinados analistas que são usados como veículo transmissor de mensagens da direção técnica da arbitragem, que acho que não estão a ser totalmente imparciais. Portanto, fizemos a nossa observação, o nosso alerta ao presidente da Federação e ao presidente do CA, e estamos de pré-aviso para as próximas arbitragens. Evidentemente há o direito ao erro, a errar, mas o FC Porto luta pela uniformidade de critérios e tem sido prejudicado em alguns jogos e lances de caráter duvidoso. Neste caso, fizemos a nossa análise, debatemos com o presidente do CA em sede de Federação e veremos se há melhorias. O propósito é de melhorias, foi isso que foi prometido. Agora iremos aguardar”, disse Villas-Boas.
Assembleia Geral decisiva no sábado
Por fim, Villas-Boas antecipou a Assembleia Geral do FC Porto, onde será votada a expulsão de sócios.
“A AG irá ouvir os recursos por parte dos associados relativamente à proposta de exclusão. A AG é magna, dita as leis do que é o futuro do FC Porto e assim decidirá sobre esse tema também”, finalizou o dirgente azul e branco.









