Fernando Alonso voltou a manifestar a sua frustração com as decisões da direção de prova da F1, desta vez durante o GP do México de F1.
O piloto espanhol da Aston Martin, Fernando Alonso, não poupou palavras ao acusar a direção de prova de “não entender nada de corrida”, após a ausência de penalizações a vários pilotos que cortaram as curvas 1 e 2 logo na largada, acusando os comissários da Federação Internacional do Automobilismo (FIA) de falta de coerência e de desconhecimento das dinâmicas de corrida, após o que considerou uma clara injustiça logo na partida. E isto, sem esquecer o incidente grave com Lawson, quando se deparou com comissários em plena pista durante a volta.
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Liam Lawson vivió un susto enorme cuando dos comisarios cruzaron la pista justo al salir de pits, y por poco los impacta. El piloto explotó por radio: “I could have f*ing killed them!” 😱
La FIA ya abrió una… pic.twitter.com/5d8QpaxmoD
Largada atribulada
Durante as voltas iniciais no Autódromo Hermanos Rodríguez, Fernando Alonso, que largou da 14.ª posição, assistiu a vários rivais cortarem as curvas 1 e 2 — manobra que lhes permitiu ganhar posições, sem consequências. Entre os pilotos envolvidos estaria Carlos Sainz, que partiu de 12.º e chegou a tocar em Liam Lawson antes de seguir por fora do traçado regulamentar, regressando à pista com vantagem.
That Turn 1 chaos!! 🤪💨#F1 #MexicoGP pic.twitter.com/MBAzrcnotB
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“Fiz uma boa largada, à frente do Sainz e de outros pilotos. Eles erraram a curva 2, e há três carros à frente. É muito injusto eu estar nessa posição depois de ter feito as curvas corretamente”, desabafou Fernando Alonso via rádio ao seu engenheiro, Andrew Vizard. A equipa da Aston Martin informou-o de que já estava a reportar o caso à direção de prova, mas a resposta não convenceu o bicampeão mundial. “Sim, mas nós sabemos que eles não entendem as consequências”, reagiu o espanhol, claramente irritado. Pouco depois, o espanhol reforçou a crítica, afirmando: “Se não recuperarmos as posições, é porque eles não entendem nada de corridas.”
Following el mentor through in Mexico City 🤝
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Fernando made the gap, and Gabri followed before getting past himself 💪
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Consequências (praticamente) inexistentes
O veterano de 44 anos, conhecido pelo seu temperamento competitivo, aproveitou ainda para ironizar a falta de critério da FIA. “Espero que transmitam este rádio também, e que vejam as curvas 1 e 2. Até consigo ver o replay agora no ecrã gigante”, disse Fernando Alonso, referindo-se às comunicações que a F1 costuma divulgar publicamente durante os Grandes Prémios.
No final, a direção de prova decidiu não aplicar penalizações aos pilotos que cortaram as primeiras curvas, exceção feita a Lewis Hamilton, punido, mais tarde, por um corte na curva 4. A decisão levou Fernando Alonso a ironizar novamente: “Pergunte à direção de prova: posso cortar as curvas 2 e 3 e ultrapassar como eles fizeram? Ou devo permanecer na pista?”, questionou sarcasticamente o espanhol via rádio.
Radio gold from Fernando, and many others, in Mexico! 😅📻
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Abandono
Pouco depois, Fernando Alonso acabaria por abandonar a corrida devido a um problema nos travões do seu AMR25. Ainda assim, o episódio trouxe novamente à baila a questão sobre a consistência das decisões da FIA, tema que tem sido amplamente recorrente nas últimas temporadas da F1. Muitos pilotos têm pedido maior transparência e uniformidade nos critérios de penalização, especialmente em incidentes nas primeiras voltas, onde os julgamentos tendem a variar de prova para prova, algo que não pode valorizar a modalidade e que faz com que os pilotos nunca saibam com o que contar, já que umas vezes “passa” e noutras “aparecem as penalizações”.
A crítica de Fernando Alonso, um dos nomes mais experientes da grelha, reforça a perceção de que a FIA continua a enfrentar dificuldades em garantir decisões claras e principalmente justas e equitativas para todo o pelotão. — algo que, para muitos no paddock, continua a comprometer a credibilidade desportiva da F1.









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