Infantino admite hipótese de novo alargamento
A possibilidade de o Campeonato do Mundo voltar a aumentar o número de participantes está novamente em cima da mesa. Depois da expansão para 48 seleções, a FIFA admite agora discutir um novo formato com 64 equipas, cenário que poderá entrar em vigor já na edição de 2030, organizada por Portugal, Espanha e Marrocos, com jogos inaugurais também na Argentina, Paraguai e Uruguai.
Gianni Infantino confirmou que o tema será alvo de análise nos órgãos competentes do organismo que tutela o futebol mundial assim que terminar o Mundial deste verão. O presidente da FIFA não escondeu que pretende continuar a tornar a competição mais abrangente e justificou essa visão com a necessidade de representar o futebol à escala global.
«É, definitivamente, uma questão que será examinada e discutida nos comités relevantes após este Mundial», afirmou Infantino, antes de reforçar a sua posição: «É para o mundo inteiro, não apenas para a Europa e para a América do Sul.»
O dirigente recordou ainda que a ideia ganhou força depois de, em setembro de 2025, a FIFA ter recebido uma proposta formal apresentada por responsáveis do futebol sul-americano. Na sua perspetiva, um Mundial com mais vagas permitirá que um maior número de países mantenha viva a ambição de chegar à fase final da competição.
«Todas as nações devem poder sonhar em participar no Mundial. A qualidade das equipas é extremamente alta e está a aumentar em todo o mundo», declarou o líder da FIFA, acrescentando: «Se não dermos aos países mais pequenos a oportunidade de participar no Mundial, faltar-lhes-á o incentivo para continuarem a melhorar.»
Infantino fez ainda um balanço muito positivo da recente expansão do torneio para 48 seleções, classificando essa decisão como um «sucesso a 100 por cento». Ainda assim, a mudança continua longe de reunir consenso. Entre as vozes críticas está Carlos Queiroz, selecionador do Gana, que considerou que o novo formato retirou importância à fase de qualificação e tornou o torneio «vulgar e comum».
Também Aleksandar Ceferin, presidente da UEFA, já manifestou oposição a um eventual novo alargamento. O dirigente europeu entende que aumentar novamente o número de participantes seria «má ideia», defendendo que essa alteração poderá prejudicar tanto a qualidade da competição como o processo de qualificação das seleções europeias.
Caso a proposta avance, o Mundial de 2030 poderá tornar-se na edição com maior número de participantes da história, numa prova que já será inédita por decorrer em três continentes e assinalar o centenário da primeira edição do Campeonato do Mundo.









