A FIA confirmou alterações imediatas ao regulamento da Fórmula 1, com impacto já no Grande Prémio de Miami. A decisão surge após críticas generalizadas dos pilotos e resulta de um acordo entre equipas e fabricantes de unidades de potência.
Gestão de energia no centro da decisão
O principal foco das mudanças na Fórmula 1 está na gestão de energia, tanto na sua utilização como na recuperação. O limite do super clipping sobe de 250 para 350 quilowatts, permitindo maior recuperação sem necessidade de levantar o pé do acelerador, tornando o comportamento dos carros mais previsível e seguro.
Em sentido inverso, a recuperação de energia em qualificação desce de 8 para 7 megajoules, podendo ser ainda menor em alguns circuitos. O objetivo é tornar as voltas mais exigentes, mesmo que ligeiramente mais lentas, reduzindo situações artificiais como o “lift and coast”.
Segurança reforçada após acidentes
A segurança foi outro dos pontos centrais, especialmente após o acidente de Oliver Bearman no Japão. A FIA pretende reduzir velocidades de aproximação e evitar situações de risco, mantendo ao mesmo tempo as oportunidades de ultrapassagem e o equilíbrio competitivo.
Também serão introduzidos novos sistemas para os arranques, incluindo um mecanismo que deteta falta de aceleração e ativa automaticamente o MGU-K para evitar incidentes. Este sistema será testado já em Miami antes de uma eventual implementação definitiva.
Alterações também para condições de chuva
Foram ainda definidas mudanças para corridas de Fórmula 1 em condições de chuva, com aumento da temperatura dos pneus intermédios, redução do uso do sistema de recuperação de energia e simplificação das luzes traseiras, de forma a melhorar a visibilidade e a segurança em pista.
As alterações entram em vigor já em Miami, com exceção das relacionadas com os arranques, que serão testadas. O presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem, destacou o trabalho conjunto e sublinhou que a prioridade continua a ser a segurança e a justiça desportiva na Fórmula 1.











