A Citroën não podia ter desejado um melhor início de percurso na Fórmula E.
Naquela que é apenas a sua segunda corrida oficial na categoria (época 2025/26), a marca francesa subiu ao degrau mais alto do pódio no E-Prix da Cidade do México, graças a uma exibição magistral de Nick Cassidy.
O piloto neozelandês protagonizou uma recuperação épica: partiu da 13.ª posição da grelha para conquistar a sua 12.ª vitória na série, fruto de uma gestão de bateria superior e de uma estratégia audaz de Attack Mode (6 minutos consecutivos na fase final).
Pesadelo continua para António Félix da Costa
Em contraste com a festa da Citroën, as cores portuguesas voltaram a não ter motivos para sorrir no Autódromo Hermanos Rodriguez. António Félix da Costa (Jaguar) somou o segundo resultado em branco consecutivo neste arranque de Mundial, depois de ter partido da 10ª posição.
O piloto luso, campeão do mundo em 2019/2020, viu-se envolvido num incidente de pista que causou danos irreparáveis no seu Jaguar, forçando-o a abandonar a prova. Depois de já ter ficado sem pontuar na prova de abertura no Brasil, Félix da Costa enfrenta agora um início de temporada particularmente conturbado e sob pressão para recuperar terreno na classificação.
A “Masterclass” de Cassidy e a evolução da Citroën
Nick Cassidy, que partilhou o pódio com Edoardo Mortara e o atual campeão Oliver Rowland, destacou o progresso impressionante da equipa francesa desde os testes de Valência.
“Tivemos provavelmente o maior desenvolvimento que já vi ou de que fiz parte na Fórmula E nestes últimos três meses. Em Valência estávamos confortáveis, em São Paulo testámos um novo sistema e hoje conseguimos refiná-lo”, afirmou o novo líder do campeonato.
Presságio de campeão?
A história parece estar do lado de Cassidy: nas últimas três edições, o vencedor na Cidade do México acabou por sagrar-se Campeão do Mundo no final do ano. Com o seu colega de equipa, Jean-Éric Vergne, a terminar em oitavo, a Citroën afirma-se como a grande surpresa e candidata ao título, enquanto as equipas oficiais como a Jaguar procuram ainda soluções para os problemas de fiabilidade e incidentes que afetaram pilotos como Félix da Costa.







