O nome de Gonçalo Inácio voltou a surgir no mercado internacional, desta vez associado ao Al Ittihad, campeão da Arábia Saudita. No entanto, em Alvalade não há margem para negociações: o central de 24 anos é considerado inegociável e só deixará o Sporting caso seja paga a cláusula de rescisão fixada em 60 milhões de euros.
Segundo informações avançadas por O Jogo, o clube saudita já elaborou relatórios detalhados sobre o internacional português, visto como peça fundamental para reforçar a defesa da equipa orientada por Laurent Blanc. No entanto, Frederico Varandas mantém a mesma linha de firmeza que tem adotado nos últimos anos: titulares não saem, a menos que a cláusula seja acionada.
Um intocável em Alvalade
Formado no Sporting, Gonçalo Inácio cumpre a sua sexta época na equipa principal e é totalista neste arranque de temporada, somando 540 minutos em seis jogos oficiais, entre clube e seleção. O camisola 25 já marcou 21 golos e fez 13 assistências em 218 jogos pelos leões, números que reforçam a sua importância não apenas como central, mas também como arma ofensiva em lances de bola parada.
Na seleção nacional, Inácio tem vindo a cimentar o estatuto de parceiro de Rúben Dias, sendo cada vez mais apontado como referência para o futuro da defesa portuguesa.
O dilema de carreira
Apesar da cobiça saudita, Augusto Inácio, antigo internacional e homónimo do jogador, defende que a decisão terá sempre de passar pela ambição do próprio atleta:
“Tem de definir se quer projetar a carreira em campeonatos mais competitivos na Europa ou optar por ganhar muito dinheiro e perder algum estofo internacional. No futebol é tudo muito bonito, mas tem de assegurar o futuro. Ou escolhe o dinheiro ou a carreira. No fim, o que fica é a conta bancária”, sublinhou.
Por enquanto, o Sporting mantém a porta fechada. E, à semelhança de outros dossiês de mercado recentes, a mensagem é clara: Gonçalo Inácio só sai pela cláusula.








