A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) apresentou um conjunto de 84 alterações ao Regulamento Disciplinar, com o objetivo de reforçar sanções e responder aos recentes episódios de violência contra árbitros. As mudanças foram apresentadas à Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol.
Agravamento de sanções e novas áreas em foco
As alterações incidem em várias áreas críticas, com destaque para “agressões e declarações ofensivas e caluniosas” dirigidas às equipas de arbitragem, bem como violência, uso de pirotecnia e comportamentos discriminatórios. O regulamento passa também a abranger “assédio sexual e moral” e situações relacionadas com dívidas salariais.
Segundo Pedro Proença, o processo foi célere e alinhado com padrões internacionais: “Em menos de um mês, alterámos o nosso Regulamento Disciplinar para a próxima época”. O presidente da FPF destacou ainda que se trata de “grandes alterações” com impacto direto nas competições.
Resposta rápida e foco na proteção dos árbitros
As mudanças surgem após uma reunião de emergência entre os organismos, motivada por vários casos de violência. A FPF pretende agora que estas medidas sejam também adotadas no futebol profissional e distrital, respeitando o princípio da autorregulação.
Do lado da APAF, José Borges elogiou a resposta da federação: “É a defesa dos nossos árbitros, do desporto em geral”. O responsável destacou ainda a rapidez do processo, considerando que a FPF “assumiu esta pasta e resolveu esta pasta” em tempo útil.







